A Câmara dos Deputados, em sua primeira semana de junho, prepara-se para deliberar sobre uma série de projetos de lei de grande relevância para a área da saúde. Entre as propostas em pauta, destaca-se o Projeto de Lei 4225/23, que visa instituir uma Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, endereçando especificamente as dificuldades de aprendizagem.
Conforme o parecer preliminar apresentado pela deputada Andreia Siqueira (PSB-PA), indivíduos com condições como dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos de aprendizagem serão beneficiados com adaptações significativas.
Essas adaptações se aplicam à realização de provas em ambientes escolares, concursos públicos, processos seletivos e diversas avaliações, visando garantir maior equidade e inclusão.
Entre as medidas previstas, este público poderá usufruir de tempo adicional para a conclusão das avaliações e a disponibilização de ambientes com menos estímulos, minimizando distrações.
Além disso, haverá a oferta de um ledor para auxiliar na leitura do material, o uso de recursos tecnológicos de apoio e a flexibilização dos formatos de prova. Tais iniciativas serão implementadas sempre em conformidade com as normas específicas de cada sistema de ensino ou processo de seleção.
Atenção integral à epilepsia
Outra matéria de destaque na agenda da Câmara dos Deputados é o Projeto de Lei 5538/19, de autoria do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), que propõe a criação do Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Epilepsia.
Este programa busca promover um cuidado abrangente para os pacientes com a doença, visando melhorar sua qualidade de vida.
De acordo com o substitutivo da Comissão de Saúde, elaborado pelo deputado Dr. Zacharias Kalil (MDB-GO), os objetivos primordiais do programa incluem proporcionar atendimento integral para reduzir as manifestações clínicas e sequelas da epilepsia.
Adicionalmente, o programa visa combater a estigmatização social frequentemente associada à condição, promovendo a inclusão e o respeito.
Desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa tem como meta aprimorar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com epilepsia em todos os níveis de atenção à saúde.
A iniciativa também prevê a promoção de ações educativas essenciais para disseminar informações precisas sobre a doença, contribuindo para a conscientização pública e a desmistificação da epilepsia.
Desburocratização na aquisição de hemoderivados
Por fim, o Projeto de Lei 424/15, proposto pelo deputado Jorge Solla (PT-BA), aborda a questão dos hemoderivados. A matéria autoriza a Hemobrás a firmar contratos de fornecimento com o SUS por meio de dispensa de licitação.
Essa medida seria aplicada caso a estatal seja a única instituição capaz de produzir os medicamentos hemoderivados no país, agilizando o processo de aquisição e garantindo o abastecimento.
Fundada em 2004, a Hemobrás desempenha um papel crucial na produção de medicamentos derivados do fracionamento do plasma sanguíneo, coletado em postos de doação por todo o Brasil, sendo essencial para o sistema de saúde.
Para consultar a agenda completa de votações do Plenário, acesse o link: Pauta completa do Plenário.
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