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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
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Rendimento do trabalhador atinge recorde em 16 UFs, com destaque para o Distrito Federal, revela IBGE

A Pnad Contínua, do IBGE, detalha os ganhos médios mensais e a dinâmica do mercado de trabalho para brasileiros a partir de 14 anos.

Rendimento do trabalhador atinge recorde em 16 UFs, com destaque para o Distrito Federal, revela IBGE
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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No primeiro trimestre deste ano, o rendimento médio mensal do trabalhador no Brasil alcançou seu maior valor histórico, registrando R$ 3.722. Este feito foi impulsionado por 16 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e 15 estados, que também atingiram patamares recordes, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14).

A Pnad Contínua é uma ferramenta essencial para compreender a dinâmica laboral, investigando o comportamento no mercado de trabalho de indivíduos com 14 anos ou mais. Ela abrange todas as modalidades de ocupação, desde empregos formais e informais até trabalhos temporários e por conta própria.

O levantamento do IBGE revelou que o rendimento médio do trabalhador no Distrito Federal se destacou significativamente, alcançando R$ 6.720. Esse valor representa um patamar 81% superior à média nacional, cujos dados já haviam sido apresentados em 30 de abril.

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Curiosamente, o montante registrado no Distrito Federal é três vezes maior que o do Maranhão, que, apesar de ter atingido seu próprio recorde de R$ 2.240, figura como o menor rendimento do país.

Esse expressivo desempenho do Distrito Federal é atribuído, em grande parte, à elevada concentração de funcionários públicos na capital, que geralmente recebem remunerações superiores à média observada na iniciativa privada.

Unidades da federação com rendimento recorde

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

A análise da Pnad Contínua também aponta que três das cinco grandes regiões brasileiras registraram recordes no rendimento médio mensal do trabalhador durante o primeiro trimestre:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Taxa de desocupação por unidade da federação

Em outro ponto relevante, o IBGE informou que a taxa de desocupação nacional, popularmente conhecida como taxa de desemprego, atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2024. Este é o menor índice registrado para o período em toda a série histórica, marcando um avanço significativo no mercado de trabalho.

É crucial entender que, segundo os critérios metodológicos do IBGE, apenas é classificada como desocupada a pessoa que buscou ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados. Para este levantamento, os pesquisadores do instituto visitaram 211 mil domicílios em território nacional.

A análise detalhada da pesquisa revela que 12 estados apresentaram taxas de desocupação inferiores à média do país. Santa Catarina se sobressaiu, sendo a única unidade da federação com um índice abaixo de 3%.

Panorama da desocupação por UF no primeiro trimestre

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%
FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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