No primeiro trimestre deste ano, o rendimento médio mensal do trabalhador no Brasil alcançou seu maior valor histórico, registrando R$ 3.722. Este feito foi impulsionado por 16 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e 15 estados, que também atingiram patamares recordes, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14).
A Pnad Contínua é uma ferramenta essencial para compreender a dinâmica laboral, investigando o comportamento no mercado de trabalho de indivíduos com 14 anos ou mais. Ela abrange todas as modalidades de ocupação, desde empregos formais e informais até trabalhos temporários e por conta própria.
O levantamento do IBGE revelou que o rendimento médio do trabalhador no Distrito Federal se destacou significativamente, alcançando R$ 6.720. Esse valor representa um patamar 81% superior à média nacional, cujos dados já haviam sido apresentados em 30 de abril.
Curiosamente, o montante registrado no Distrito Federal é três vezes maior que o do Maranhão, que, apesar de ter atingido seu próprio recorde de R$ 2.240, figura como o menor rendimento do país.
Esse expressivo desempenho do Distrito Federal é atribuído, em grande parte, à elevada concentração de funcionários públicos na capital, que geralmente recebem remunerações superiores à média observada na iniciativa privada.
Unidades da federação com rendimento recorde
- Distrito Federal: R$ 6.720
- Santa Catarina: R$ 4.298
- Paraná: R$ 4.180
- Rio Grande do Sul: R$ 4.127
- Goiás: R$ 3.878
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
- Espírito Santo: R$ 3.708
- Minas Gerais: R$ 3.448
- Amapá: R$ 3.412
- Sergipe: R$ 3.031
- Rio Grande do Norte: R$ 2.953
- Paraíba: R$ 2.806
- Piauí: R$ 2.628
- Ceará: R$ 2.597
- Bahia: R$ 2.483
- Maranhão: R$ 2.240
A análise da Pnad Contínua também aponta que três das cinco grandes regiões brasileiras registraram recordes no rendimento médio mensal do trabalhador durante o primeiro trimestre:
- Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
- Sul: R$ 4.193 (recorde)
- Sudeste: R$ 4.125
- Norte: R$ 2.849
- Nordeste: R$ 2.616 (recorde)
Taxa de desocupação por unidade da federação
Em outro ponto relevante, o IBGE informou que a taxa de desocupação nacional, popularmente conhecida como taxa de desemprego, atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2024. Este é o menor índice registrado para o período em toda a série histórica, marcando um avanço significativo no mercado de trabalho.
É crucial entender que, segundo os critérios metodológicos do IBGE, apenas é classificada como desocupada a pessoa que buscou ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados. Para este levantamento, os pesquisadores do instituto visitaram 211 mil domicílios em território nacional.
A análise detalhada da pesquisa revela que 12 estados apresentaram taxas de desocupação inferiores à média do país. Santa Catarina se sobressaiu, sendo a única unidade da federação com um índice abaixo de 3%.
Panorama da desocupação por UF no primeiro trimestre
- Amapá: 10%
- Bahia: 9,2%
- Alagoas: 9,2%
- Pernambuco: 9,2%
- Piauí: 8,9%
- Sergipe: 8,6%
- Amazonas: 8,3%
- Acre: 8,2%
- Rio Grande do Norte: 7,6%
- Rio de Janeiro: 7,3%
- Ceará: 7,3%
- Distrito Federal: 7,1%
- Paraíba: 7%
- Pará: 7%
- Maranhão: 6,9%
- Brasil: 6,1%
- São Paulo: 6%
- Roraima: 5,7%
- Tocantins: 5,6%
- Goiás: 5,1%
- Minas Gerais: 5%
- Rio Grande do Sul: 4%
- Mato Grosso do Sul: 3,8%
- Rondônia: 3,7%
- Paraná: 3,5%
- Espírito Santo: 3,2%
- Mato Grosso: 3,1%
- Santa Catarina: 2,7%
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