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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Saúde

São Paulo investiga caso suspeito de ebola após paciente vir da República Democrática do Congo

Um homem de 37 anos, vindo de uma área de surto na República Democrática do Congo, está sob observação no Instituto Emílio Ribas.

São Paulo investiga caso suspeito de ebola após paciente vir da República Democrática do Congo
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Um caso suspeito de **Ebola** está sendo investigado em **São Paulo**, envolvendo um homem de 37 anos que foi internado no Instituto Emílio Ribas com sintomas da doença. O paciente retornou recentemente da **República Democrática do Congo**, país que enfrenta um surto classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de importância internacional. O diagnóstico laboratorial ainda aguarda confirmação.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) informou que o caso do paciente, natural da República Democrática do Congo, foi registrado recentemente após ele apresentar sintomas como febre intensa. Detalhes sobre o itinerário ou a data exata de sua viagem ainda não foram divulgados.

A análise do caso suspeito está sob a responsabilidade da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), ambos vinculados à secretaria estadual.

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Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da CCD da SES-SP, enfatiza que se trata de um caso ainda em fase de investigação.

"As medidas protocolares foram prontamente implementadas, seguindo a identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos," explicou Regiane. "O procedimento abrange isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento rigoroso, conforme os protocolos de saúde vigentes."

Protocolo de vigilância

No estado de São Paulo, a comunicação de casos suspeitos à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE é obrigatória e imediata. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas funciona como a unidade de referência estadual para o atendimento, enquanto o Instituto Adolfo Lutz é encarregado da investigação laboratorial e do diagnóstico diferencial.

Em comunicado oficial, a secretaria também reiterou que o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul é considerado muito baixo.

"Essa avaliação se baseia em fatores como a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul, e a característica da transmissão da doença, que requer contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de indivíduos sintomáticos infectados," detalhou a nota.

A transmissão do Ebola ocorre exclusivamente após o surgimento dos sintomas. Estes incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Em casos mais severos, a doença pode progredir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias, e a transmissão se dá por meio de fluidos corporais.

Segundo a SES, atualmente não existem vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, que é a responsável pelo surto em curso. As vacinas e tratamentos existentes foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não demonstram eficácia comprovada contra esta variante.

Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que há novos tratamentos e vacinas em fase de testes contra a doença.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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