Durante a transmissão de um programa radiofônico em Timbó (SC), os comunicadores Fernando Antônio Girardi e Tibério Valcanaia trouxeram ao ar um relato pessoal que gerou reações entre ouvintes e internautas. Na ocasião, Girardi relembrou um episódio envolvendo sua esposa, que manifestou o desejo de adotar uma criança negra. Segundo ele, a iniciativa não avançou devido à resistência de membros da própria família.

A fala aconteceu de forma espontânea durante uma conversa sobre temas sociais e acabou evidenciando uma realidade ainda presente em muitas partes do país: o preconceito racial velado, inclusive no contexto da adoção.

O caso repercutiu nas redes sociais e levantou debates sobre o racismo estrutural e os obstáculos enfrentados por crianças negras no sistema de adoção brasileiro. Organizações ligadas aos direitos humanos e à equidade racial reforçaram, em publicações, a importância de enfrentar estigmas e combater qualquer forma de discriminação.

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Até o momento, os radialistas não se pronunciaram publicamente sobre a repercussão do comentário.

A Associação Catarinense de Imprensa emitiu nesta manha uma nota de repúdio ao ato cometido 

NOTA DE REPÚDIO AOS RADIALISTAS FERNANDO ANTÔNIO GIRARDI E TIBÉRIO VALCANAIA, DA RÁDIO 92 FM DE TIMBÓ

A Associação Catarinense de Imprensa (ACI) vem a público expressar total repúdio às declarações racistas e discriminatórias proferidas pelos senhores Fernando Antônio Girardi e Tibério Valcanaia durante programa de rádio amplamente divulgado nas redes sociais. Ao comentarem, em tom de menosprezo e zombaria, sobre adoção de crianças negras, os radialistas escancaram não só o racismo estrutural que ainda persiste em nossa sociedade, como também a ignorância sobre o verdadeiro significado da adoção e da dignidade humana.

Tais palavras não são apenas infelizes: são inaceitáveis, ofensivas e representam um ataque direto às famílias formadas por adoção e, especialmente, às crianças negras, que já enfrentam inúmeros desafios para encontrar acolhimento amoroso e igualitário.

A ACI reitera que profissionais da comunicação, em especial aqueles que utilizam veículos de grande alcance, possue

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO