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Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), declarou na Câmara dos Deputados que o Programa Espacial Brasileiro possui potencial para expandir a atuação do país no cenário global.
A declaração ocorreu durante uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, realizada nesta quarta-feira (8).
Como exemplo de colaboração, Chamon mencionou a participação do Brasil na missão Artemis 2 da NASA, agência espacial dos Estados Unidos, que marcou o retorno de astronautas à Lua. O Brasil integra este programa, que congrega 60 nações, desde junho de 2021.
As contribuições brasileiras planejadas para o programa incluem o desenvolvimento de um satélite de pequeno porte destinado a pesquisas em órbita lunar e um projeto focado em agricultura espacial.
Chamon ressaltou que o Brasil detém as condições geográficas e tecnológicas necessárias para sustentar um programa espacial robusto, além de enfatizar o papel ambiental do país. A AEB já atua em áreas cruciais, como o monitoramento do desmatamento.
"O papel de liderança do país em questões ambientais e de mudanças climáticas torna o setor espacial um elemento importante para a manutenção dessa posição", pontuou.
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) solicitou o debate, argumentando que o setor espacial é vital para o avanço científico, tecnológico e econômico do Brasil, bem como para a soberania nacional.
"Esta audiência pública é essencial para dar visibilidade ao Programa Espacial Brasileiro", afirmou o parlamentar.
Base de Alcântara
O presidente da AEB também destacou a importância estratégica da base de lançamentos de Alcântara, localizada no Maranhão.
Desde 2019, a assinatura de um acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos conferiu maior segurança jurídica à utilização da base, o que, segundo Chamon, tem estimulado o interesse internacional pela infraestrutura.
"A proximidade da base com a linha do Equador faz com que outros países busquem o Brasil para realizar lançamentos de foguetes", explicou.
Segundo o presidente, essas colaborações internacionais podem impulsionar o surgimento de uma nova economia voltada para o setor espacial.
A Agência Espacial Brasileira também mantém cooperação com a Argentina e a China.
Educação e formação profissional
Outro ponto enfatizado foi o trabalho da agência no campo educacional.
No Rio Grande do Norte, o Centro Vocacional Tecnológico Aeroespacial oferece atividades práticas a aproximadamente 2 mil crianças anualmente, incluindo montagem de equipamentos e simulações.
O Brasil já oferece graduação em engenharia aeroespacial há 15 anos em universidades federais de renome, como o ITA, a UFMG, a UnB, a Universidade Federal do ABC e a Universidade Federal de Santa Catarina.
Adicionalmente, existe um curso de pós-graduação em rede na área, com a participação das universidades federais de Pernambuco, Ceará e Maranhão.
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