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Estados Unidos isentam itens cruciais das novas tarifas sobre produtos brasileiros

A sobretaxa de 25%, anunciada nesta quarta-feira, entra em vigor no dia 22 após investigação do USTR.

Estados Unidos isentam itens cruciais das novas tarifas sobre produtos brasileiros
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta quarta-feira (15) a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, com entrada em vigor prevista para o dia 22. Contudo, itens estratégicos para as exportações do Brasil, como aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que representaram um terço da pauta exportadora brasileira para os EUA no primeiro semestre, foram isentos dessas novas tarifas.

Além desses, outros produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja também não serão afetados pela medida. Essa decisão busca evitar a escassez no mercado interno estadunidense e preservar a estabilidade econômica, priorizando itens que não são produzidos em quantidade suficiente ou a preços competitivos localmente.

Em contraste, setores como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola e máquinas elétricas (exceto as de aviação), além de outros manufaturados, foram incluídos na lista de produtos taxados.

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A imposição das tarifas e a reação brasileira

As tarifas de 25% foram formalmente comunicadas na quarta-feira (15) e começarão a ser aplicadas a partir do próximo dia 22. A justificativa do USTR para a medida reside na alegação de que certas práticas comerciais brasileiras estariam prejudicando ou restringindo o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos Estados Unidos.

O governo brasileiro, por sua vez, manifestou repúdio às novas tarifas, contestando a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR e afirmando a ausência de justificativa para tais ações. O Brasil indicou que **acionará imediatamente os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade**, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional.

Adicionalmente, o país informou que retomará a discussão do tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando uma resolução para o impasse comercial.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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