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Notícias/Política

São Paulo e Santa Catarina sofrem o maior impacto do tarifaço dos Estados Unidos

As novas tarifas afetam US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, com São Paulo respondendo por 41,6% do valor total

São Paulo e Santa Catarina sofrem o maior impacto do tarifaço dos Estados Unidos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A partir de 22 de julho, os estados de São Paulo e Santa Catarina enfrentarão um impacto significativo do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, concentrando 52% do valor total das exportações brasileiras afetadas. Essa medida, que adiciona uma tarifa de 25% sobre determinados produtos, atinge US$ 7,4 bilhões em vendas, com o governo norte-americano alegando supostas práticas comerciais 'desleais', justificativa veementemente rejeitada pelo Brasil.

Do montante total de exportações impactadas, US$ 3 bilhões são originários de São Paulo, que sozinho representa 41,6% do valor afetado. Para o estado paulista, isso corresponde a 20% de suas vendas destinadas aos Estados Unidos.

Santa Catarina, por sua vez, enfrenta uma situação ainda mais delicada, com 68% de suas exportações para o mercado norte-americano diretamente atingidas pelas novas tarifas.

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Os dados, fornecidos pela ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI), revelam a extensão do problema.

Em resposta, a agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar as empresas afetadas na diversificação de seus mercados.

O setor madeireiro do Paraná também está entre os mais vulneráveis. Cerca de 30% das importações de madeira dos Estados Unidos vêm do Brasil, e desse percentual, impressionantes 66,7% têm origem no estado paranaense.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, sublinhou os amplos efeitos: “Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. É prejudicial para quem importa madeira nos EUA, para a construção civil de lá e, consequentemente, impacta a inflação americana.”

A confirmação da tarifa adicional de 25% veio do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que justificou a medida por supostas práticas comerciais 'desleais' do Brasil. O governo brasileiro, no entanto, rejeita veementemente tais alegações.

As novas tarifas entrarão em vigor a partir do dia 22 de julho e devem impactar um total de 19,2% das exportações brasileiras destinadas ao país norte-americano.

Impacto no setor de granito

Além da madeira, o granito é outro produto brasileiro de grande relevância para as importações dos EUA e que foi incluído no tarifaço. Dados da ApexBrasil indicam que 36% do granito importado pelos Estados Unidos provém do Brasil, sendo amplamente utilizado na construção civil.

Laudemir Müller enfatizou a dificuldade de substituição: “Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%.”

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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