A noite de segunda-feira (10) foi marcada por um debate emocionante e necessário em Itajaí. A audiência pública sobre a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) lotou o plenário da Câmara de Vereadores e se estendeu até perto das 23h, tamanha foi a participação da comunidade. Além da presença expressiva do público, o encontro também registrou uma das maiores audiências do canal da Câmara de Vereadores de Itajaí no YouTube, reforçando o interesse da população pelo tema.

Durante o encontro, a equipe da Secretaria Municipal de Educação destacou as ações desenvolvidas na rede municipal voltadas à inclusão, como a ampliação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a formação continuada de professores e gestores. De acordo com dados oficiais da Secretaria, a rede municipal de Itajaí atende atualmente 2.939 estudantes com algum tipo de deficiência, sendo cerca de 2.500 deles com diagnóstico de autismo. Os números evidenciam a importância de políticas públicas integradas e do fortalecimento das práticas pedagógicas voltadas ao acolhimento e ao desenvolvimento desses alunos.

A Educação de Itajaí participou da audiência, representada pela secretária Michélle Rigueira da Silva, pelo diretor executivo Carlos Ignácio e pelas supervisoras de Educação Especial Bianca Priscila d'Avila Dagnoni Moser, Josiane Fernandes Kostaneski e Simone da Silva Barbosa. Também esteve presente a secretária municipal de Saúde, Mylene Lavado, ao reforçar a parceria entre as duas pastas nas ações voltadas à inclusão e ao atendimento integral dos estudantes com autismo.
“A inclusão só acontece de verdade quando há uma rede comprometida — formada pela escola, pela família e pelo poder público. Nosso foco é garantir que cada estudante tenha seu potencial reconhecido e receba o apoio necessário para se desenvolver plenamente”, destacou a secretária municipal de Educação, Michélle Rigueira da Silva.

A integração entre as secretarias de Educação e Saúde foi um dos pontos ressaltados durante o encontro como essencial para o avanço das políticas inclusivas. O trabalho conjunto permite olhar para o estudante em todas as suas dimensões — pedagógica, emocional e social — e oferecer respostas mais completas às suas necessidades.

“A inclusão passa também pelo cuidado com a saúde emocional e pelo acompanhamento integral de cada criança. Quando unimos Saúde e Educação, conseguimos enxergar o estudante como um todo e isso faz toda a diferença para que o aprendizado aconteça de forma plena e acolhedora”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Mylene Lavado.

Entre os temas debatidos estiveram o papel da escola no diagnóstico precoce, o fortalecimento das parcerias intersetoriais e o acolhimento às famílias. Como encaminhamento, a Câmara de Vereadores deverá reunir as sugestões apresentadas pela comunidade em um relatório que será encaminhado ao Executivo Municipal. A Secretaria de Educação acompanhará esse processo e contribuirá com as análises técnicas para transformar as propostas em políticas públicas efetivas voltadas à inclusão.
Conduzida pela vereadora Liliane Fontenele, a audiência contou com a presença de especialistas e familiares de pessoas com autismo, que compartilharam experiências e apresentaram propostas de melhorias.

“Falar sobre inclusão é falar sobre afeto, sobre escuta e sobre responsabilidade. Precisamos pensar a Educação Especial e inclusiva a partir das pessoas — das famílias, dos professores e dos estudantes — e é isso que torna esse debate tão importante. Com o apoio da Secretaria de Educação, damos passos firmes para transformar a realidade de quem mais precisa ser acolhido”, afirmou a vereadora Liliane Fontenele, proponente e condutora da audiência pública.

FONTE/CRÉDITOS: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO