A moda esportiva deixou há muito tempo de ser exclusiva das academias. O activewear tornou-se um dos segmentos mais dinâmicos da indústria da moda mundial, impulsionado por uma mudança de comportamento do consumidor que passou a buscar peças capazes de unir funcionalidade, conforto, estilo e versatilidade para diferentes momentos do dia.
No Brasil, esse movimento acompanha uma indústria em expansão. O país ocupa posição de destaque entre os maiores mercados consumidores de moda fitness do mundo, impulsionado pelo crescimento das atividades físicas, da cultura do bem-estar e pela consolidação do chamado athleisure, tendência que transformou roupas esportivas em itens presentes também no ambiente de trabalho, viagens e compromissos sociais.
É neste cenário que a Bee Gracie surge como uma das marcas brasileiras que vêm chamando atenção pelo posicionamento premium e pelo crescimento acelerado.
Desenvolvida em 2024 e lançada oficialmente em 2025, a marca nasceu com uma proposta clara: criar peças que entregassem performance técnica sem abrir mão da sofisticação estética, acompanhando a mulher muito além da prática esportiva.
À frente da empresa está Lyra Gracie, sócia-fundadora e diretora criativa, que reuniu sua experiência em negócios ligados à imagem, estética e bem-estar para construir uma marca baseada em propósito, identidade e exclusividade.
"A roupa deixou de ser apenas um uniforme para o treino. Ela passou a fazer parte da identidade da mulher contemporânea", defende a empresária. Esse conceito norteia toda a construção da Bee Gracie, que aposta em estampas autorais, pequenas coleções e uma produção limitada para preservar a exclusividade das peças.
Mesmo sendo uma marca jovem, os números impressionam. No início de 2026, a Bee Gracie registrou crescimento superior a 700% em relação ao período inicial de operação. Em apenas um ano, ultrapassou a marca de 700 clientes atendidos e alcançou média de aproximadamente 300 peças comercializadas por mês, indicadores que reforçam a rápida aceitação do mercado. Atualmente, as vendas acontecem para todo o Brasil, principalmente por meio do e-commerce, WhatsApp e redes sociais, com destaque para consumidores de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa também já iniciou sua operação internacional, atendendo clientes nos Estados Unidos com envios realizados a partir do Brasil.
Para 2026, a expectativa é crescer mais de 100%, impulsionada pela ampliação do portfólio, fortalecimento do comércio eletrônico, novas parcerias estratégicas e expansão internacional.
Enquanto boa parte da indústria trabalha com produção em larga escala, a Bee Gracie segue caminho oposto.
Desde sua criação, desenvolveu 16 estampas autorais, lançadas em pequenos lotes, estratégia que reduz a produção excessiva e fortalece a percepção de exclusividade entre as consumidoras. O portfólio reúne leggings, tops, shorts, macacões, flares, camisetas, jaquetas, moletons e peças lifestyle, todas desenvolvidas para transitar naturalmente entre treino, trabalho e momentos de lazer.
A proposta atende principalmente mulheres acima dos 35 anos que priorizam qualidade, modelagem, conforto e durabilidade, sem abrir mão da elegância. Mais do que tendências, a marca aposta em peças atemporais que acompanham diferentes fases da vida da consumidora.
Outro diferencial está na escolha dos materiais. As peças são produzidas com tecidos de alta performance, predominantemente poliamida com elastano, que oferecem respirabilidade, elasticidade, secagem rápida e excelente ajuste ao corpo. Todos possuem certificação OEKO-TEX® Standard 100, um dos principais selos internacionais de segurança têxtil, que garante ausência de substâncias nocivas à saúde.
A Bee Gracie também estruturou um modelo produtivo descentralizado que conecta crescimento econômico e impacto social. Atualmente, cerca de 60 costureiras participam da cadeia de produção da marca trabalhando em suas próprias casas. As peças chegam cortadas e preparadas pela fábrica, permitindo que essas profissionais conciliem geração de renda com o cuidado dos filhos, familiares e idosos.
A escolha de Santa Catarina como ponto de partida também dialoga com o posicionamento da marca. Florianópolis consolidou-se nos últimos anos como um dos principais polos nacionais ligados ao bem-estar, esportes ao ar livre, yoga, pilates e qualidade de vida. Um ambiente que impulsiona consumidores em busca de peças versáteis, capazes de acompanhar tanto a rotina esportiva quanto os compromissos diários.
Esse comportamento ajudou a consolidar um público que valoriza design refinado, conforto e funcionalidade, exatamente os atributos que a Bee Gracie escolheu como pilares desde sua criação.
Com investimentos concentrados em desenvolvimento de produtos, marketing digital, experiências presenciais e expansão comercial, a Bee Gracie já planeja novos lançamentos, ampliação das linhas lifestyle, peças em algodão orgânico, novos moletons premium e futuras lojas conceito e pop-ups de experiência. O modelo de franquias também está em análise para os próximos anos.
Mais do que vender roupas, a empresa aposta na construção de uma comunidade feminina conectada por autoestima, bem-estar e autenticidade.
Uma estratégia que acompanha uma das maiores transformações da indústria da moda contemporânea: consumidores compram cada vez menos apenas um produto e cada vez mais uma marca com propósito.
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