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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Política

Vendas no comércio varejista caem 0,8% em julho após efeito da Copa do Mundo

Desaceleração aponta recuo na passagem de junho para julho e altera o acumulado de doze meses, conforme dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

Vendas no comércio varejista caem 0,8% em julho após efeito da Copa do Mundo
© Fábio Pozzebom/Agência Brasil
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O comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,8% na passagem de junho para julho, pressionado pelo efeito pós-Copa do Mundo. Com esse resultado, o desempenho acumulado do setor nos últimos 12 meses sofreu desaceleração, atingindo 1,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

A média móvel trimestral, métrica utilizada para suavizar oscilações e indicar tendências recentes, apontou variação negativa de 0,1% para o período.

No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%. Os números reforçam o ritmo mais lento de crescimento, visto que em março o acumulado de 12 meses estava em 2,3%.

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As informações foram tornadas públicas por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), elaborada e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da retração mensal, o patamar atual está 10,6% acima do cenário pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020. No entanto, fica 1,5% abaixo do recorde histórico alcançado em março de 2026.

Segundo o analista Cristiano Santos, o volume de negócios do setor encontra-se equivalente ao patamar observado em dezembro de 2025.

Comportamento

O levantamento aponta que cinco das oito atividades analisadas pelo IBGE apresentaram retração entre junho e julho.

Confira como se comportaram os grupos de atividades no período:

  • móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
  • livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
  • tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
  • hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
  • combustíveis e lubrificantes: 0,3%.

Cristiano Santos detalha que a queda em setores como eletrodomésticos, vestuário e papelaria decorre da antecipação de compras gerada pelo torneio esportivo em meses anteriores.

Houve uma concentração de consumo em maio voltada a itens temáticos, o que elevou a base de comparação e resultou na baixa observada em julho.

No recorte de 12 meses, contudo, a comercialização de móveis e eletrodomésticos ainda apresenta alta de 3,9%.

Atacado

No comércio varejista ampliado, segmento que engloba o atacado de veículos, material de construção e produtos alimentícios, houve alta de 0,4% de junho para julho.

O indicador também assinala variação positiva de 1,2% quando considerado o acumulado nos últimos 12 meses.

Conjuntura da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio integra o grupo de três principais levantamentos conjunturais mensais do IBGE. Recentemente, o órgão informou que os serviços ficaram estáveis, enquanto a indústria avançou 0,2% no mês.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

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