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O Estado precisa de investimentos em saúde, educação, segurança, infraestrutura e serviços públicos eficientes. Precisa de governantes que respeitem o dinheiro do contribuinte e compreendam que a democracia não termina quando termina a eleição.
Nenhum cidadão deve ser tratado como inimigo por votar em Lula, Bolsonaro, no PT, no PL ou em qualquer outra legenda.
O verdadeiro patriotismo não está em atacar quem pensa diferente. Está em defender o interesse público, combater a corrupção, exigir transparência e garantir que todos sejam tratados com dignidade.
Que o Ministério Público, o Tribunal de Contas, as corregedorias e demais órgãos competentes investiguem as denúncias apresentadas, caso existam elementos formais, e adotem as medidas necessárias.
Se houve abuso, que haja punição. Se houve desinformação financiada com dinheiro público, que os responsáveis sejam identificados. Se houve falsa comunicação de crime, que a lei seja aplicada.
O que Santa Catarina não precisa é de mais extremismo, perseguição política e silêncio diante de possíveis irregularidades.
Quando um governador sugere que determinados cidadãos não têm lugar no Estado, o problema deixa de ser apenas político e passa a atingir os princípios da democracia.
Santa Catarina parece ter chegado a um ponto preocupante do debate político: o momento em que divergências ideológicas são transformadas em motivo para excluir cidadãos, desrespeitar opiniões e alimentar uma perigosa cultura de intolerância.
A frase atribuída ao governador Jorginho Mello, de que moradores petistas não teriam lugar em Santa Catarina, caso tenha sido proferida nesses termos, merece repúdio e esclarecimentos. Um governador não governa apenas para quem votou nele. Governa para todos os catarinenses, independentemente de partido, ideologia ou preferência eleitoral.
Da proximidade com a esquerda ao discurso de direita
A trajetória política de Jorginho Mello também merece ser analisada. O governador já manteve relações políticas com setores de diferentes correntes ideológicas, inclusive durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Hoje, apresenta-se como uma liderança alinhada à direita.
Mudar de posicionamento político é legítimo em uma democracia. O que não pode ser aceito é que a mudança seja utilizada apenas como estratégia eleitoral, sem coerência ou transparência diante da população.
O eleitor tem o direito de questionar: quais são os princípios que orientam essa trajetória? O que mudou nas convicções políticas do governador? E até que ponto o discurso atual representa convicções reais ou conveniência eleitoral?
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