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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Política

Pesquisa aponta alta taxa de depressão e estresse entre jornalistas no Brasil

Leventamento apresentado no Conselho de Comunicação revela que mais de 50% dos profissionais enfrentam quadros depressivos e insônia.

Pesquisa aponta alta taxa de depressão e estresse entre jornalistas no Brasil
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Mais de 50% dos profissionais da imprensa no país apresentam sintomas de depressão, de acordo com um levantamento inédito sobre a saúde mental de jornalistas divulgado nesta segunda-feira (14) no Senado.

O estudo foi apresentado durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso.

A pesquisa intitulada Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil é fruto de uma colaboração entre a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

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O objetivo central foi mapear o panorama laboral da categoria. Foram analisados fatores como ansiedade, insônia, assédio moral e digital, além do consumo de álcool entre 257 trabalhadores que responderam ao questionário online.

Impacto da tecnologia e assédio

Conforme os dados obtidos, 47,8% dos participantes sofrem com estresse crônico, enquanto 47,9% relatam problemas com insônia.

Durante o debate, a coordenadora da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, destacou a naturalização de práticas abusivas nas redações, mencionando índices expressivos de relatos sobre assédio moral.

O secretário-adjunto da Fenaj, Norian Segatto, argumentou que o avanço tecnológico intensificou o estresse cotidiano.

Segundo ele, a cobrança por métricas de engajamento e cliques muitas vezes supera a avaliação sobre a qualidade do conteúdo produzido.

Violência de gênero e discursos de ódio

Presidente do CCS, Patrícia Blanco utilizou o espaço para repudiar com veemência os ataques direcionados a comunicadores, com foco especial na violência de gênero.

Ela enfatizou que ofensas e a banalização da violência sexual constituem discurso de ódio. Tais condutas não encontram amparo na liberdade de expressão, conforme entendimentos do STF e da ONU.

O colegiado também aprovou uma moção de aplauso para a ativista Veronyka Gimenes, reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas à identificação de discursos preconceituosos.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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