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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
OCORRÊNCIAS POLICIAIS

Paulo Gonet nega no STF relação de proximidade com ex-banqueiro

Procurador-geral se manifestou após ter seu nome citado em mensagens de celular apreendidas pela PF na Operação Compliance Zero.

Paulo Gonet nega no STF relação de proximidade com ex-banqueiro
© Alejandro Zambrana/STF
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Durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou categoricamente possuir qualquer relação de proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O esclarecimento ocorreu após menções ao seu nome em investigações da Polícia Federal (PF).

Em seu pronunciamento, Gonet explicou que seu único contato presencial com Vorcaro ocorreu em abril de 2024, em um evento com diversas autoridades. "A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", ressaltou o procurador-geral, descartando vínculos pessoais.

A declaração ocorreu no âmbito de um julgamento sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, motivada por suposta ligação com o mesmo empresário.

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O nome do chefe da PGR foi localizado em arquivos obtidos pela PF no celular de Vorcaro, alvo principal da Operação Compliance Zero. O ex-banqueiro está detido desde o ano passado por suspeitas de corrupção e fraudes financeiras. As mensagens foram expostas pelo ministro André Mendonça.

De acordo com a PF, as citações a Gonet ocorrem em diálogos de Vorcaro com terceiros, sem indícios de contato direto. Em um dos trechos de 2024, um interlocutor chamado Ciro Soares diz que "Gonet é firme".

Outra mensagem, datada de 15 de novembro de 2025, mostra o ex-banqueiro preocupado com as investigações, questionando se seria viável "reverter isso com Paulo ou Andrei". A PF associa os nomes a Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Contudo, o relatório policial aponta que a mensagem não comprova que o procurador-geral tenha sido de fato acionado ou que tenha agido para interferir no caso. Gonet celebrou o fato de o ministro André Mendonça confirmar a ausência de indícios de conduta ilícita de sua parte.

O debate teve início após uma questão de ordem do ministro Gilmar Mendes, que solicitou ao plenário a avaliação de supostas irregularidades na condução do inquérito por parte de Mendonça.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

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