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TSE propõe selo de acurácia eleitoral para institutos de pesquisa

Associações de empresas de pesquisa criticam a iniciativa, alertando para o risco de oportunismo.

TSE propõe selo de acurácia eleitoral para institutos de pesquisa
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (14) a criação de um "Selo Acurácia Eleitoral". A iniciativa visa a reconhecer e premiar os institutos de pesquisa que apresentarem maior grau de acurácia eleitoral em relação aos resultados oficiais das eleições de outubro, buscando valorizar as boas práticas do setor.

A sugestão foi apresentada durante um encontro com representantes dos institutos de pesquisa, convocado para debater novos parâmetros para a divulgação de levantamentos. A reunião ocorreu após a recente decisão do TSE de suspender uma pesquisa de intenção de voto da AtlasIntel para a presidência da República.

Para Nunes Marques, o "Selo Acurácia Eleitoral" tem como objetivo primordial distinguir o trabalho daqueles institutos que demonstram a mais alta aderência aos resultados eleitorais oficiais.

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O ministro justificou a medida como um "mecanismo que visa à valorização das boas práticas e ao permanente aperfeiçoamento técnico das pesquisas eleitorais". Ele ressaltou que o selo proporcionará reconhecimento público às empresas que consistentemente demonstrarem elevada acurácia em seus levantamentos.

Após o anúncio, o TSE estabeleceu um prazo para receber sugestões, até a próxima sexta-feira (17), visando à definição dos critérios para a concessão do selo.

Outro lado

Em uma nota oficial, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) expressou críticas à proposta. A entidade enfatizou que as pesquisas de opinião registram a intenção de voto no exato momento de sua realização, não constituindo "previsões nem promessas de resultado" futuro.

A ABEP argumentou que, no intervalo entre a coleta de dados e o dia da votação, os eleitores podem mudar suas escolhas, abster-se ou modificar seu comportamento. Para a associação, "exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal".

A ABEP manifestou ainda preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral "assumir o papel de árbitro" na avaliação da qualidade das pesquisas.

A entidade concluiu que "iniciativas dessa natureza precisam ser construídas em diálogo com a comunidade científica e com os institutos de pesquisa". O objetivo é evitar que tais medidas "acabem estimulando práticas oportunistas e desvalorizando o rigor metodológico que deve orientar toda pesquisa séria".

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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