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Notícias/Política

Comissão de Segurança Pública aprova proibição de armas para quem possui medida protetiva

Proposta segue para análise em outras comissões da Câmara dos Deputados

Comissão de Segurança Pública aprova proibição de armas para quem possui medida protetiva
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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No mês de maio, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece a proibição da concessão de posse, porte e compra de armas de fogo e munições para indivíduos com medidas protetivas de urgência deferidas. Essa medida representa um avanço significativo na proteção de vítimas de violência, visando coibir a ação de agressores e reduzir riscos.

O texto aprovado corresponde ao substitutivo apresentado pelo relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), ao Projeto de Lei 269/26, de autoria da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP).

Em sua relatoria, o deputado Fraga promoveu alterações no texto original, buscando alinhar a proposta com o tratamento legislativo já conferido ao tema, como o PL 3874/23.

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O substitutivo aprovado introduz modificações tanto na Lei Maria da Penha quanto no Estatuto do Desarmamento. Com isso, a suspensão da posse ou do porte de armas torna-se compulsória a partir do momento em que uma medida protetiva é concedida.

Duração da suspensão das armas

A suspensão da posse ou do porte de armas terá validade até que uma das seguintes condições seja cumprida: a revogação da medida protetiva, o arquivamento do inquérito policial, ou o trânsito em julgado do processo criminal, prevalecendo a última ocorrência.

Em seu parecer, o deputado Alberto Fraga enfatizou que a presença de uma arma de fogo em um ambiente doméstico já fragilizado por conflitos e tensões pode intensificar drasticamente o risco de desfechos trágicos, especialmente em casos de violência.

Próximas etapas legislativas

O projeto de lei seguirá para análise em caráter conclusivo por outras importantes comissões. Ele será avaliado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e, posteriormente, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta necessita de aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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