Aguarde, carregando...

TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Mercado reduz expectativa de inflação para 2026 pela sexta vez

O Boletim Focus do Banco Central também indicou desaceleração na estimativa do PIB para 1,98%, enquanto a projeção para a Selic seguiu em 13,75%.

Mercado reduz expectativa de inflação para 2026 pela sexta vez
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Pela sexta semana consecutiva, a expectativa de inflação para 2026 recuou no mercado financeiro, fixando-se em 5,02%, conforme dados do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10). O indicador oficial medido pelo IPCA mostra uma trajetória descendente em relação às semanas anteriores, sinalizando um alívio gradual na projeção de preços do país.

Além da queda no índice inflacionário, o relatório semanal do Banco Central (BC) ajustou negativamente a perspectiva para a expansão econômica. O crescimento projetado do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 caiu de 1,99% para 1,98%, interrompendo um ciclo de cinco semanas de estabilidade.

Em contrapartida, as estimativas para o mercado cambial e a taxa básica de juros continuam consolidadas. A cotação do dólar permaneceu fixada em R$ 5,20 pela oitava semana seguida, enquanto a taxa Selic para o encerramento de 2026 manteve a previsão de 13,75% ao ano.

Leia Também:

Projeções para os próximos anos

Para os horizontes de 2027 e 2028, os dados mostraram predominantemente estabilidade. No entanto, a estimativa do PIB para 2027 sofreu uma leve redução, recuando de 1,57% para 1,52% em relação ao levantamento da semana anterior.

As demais variáveis para 2027 se mantiveram em 4,22% para o IPCA, dólar cotado a R$ 5,28 e taxa Selic em 12%. Já para 2028, o mercado financeiro conservou a previsão de 3,80% para a inflação, PIB de 2%, câmbio em R$ 5,30 e Selic em 10,50%.

Ações do Copom e controle de preços

O Banco Central utiliza os juros básicos como principal mecanismo para controlar o consumo e frear a alta de preços. Quando a taxa Selic permanece em patamares elevados, o crédito encarece, desacelerando o financiamento de bens e o uso do cartão de crédito, o que alivia a pressão inflacionária.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), finalizada em 5 de agosto, a Selic sofreu um corte de 0,25 ponto percentual, caindo de 14,25% para 14% ao ano. Trata-se do quarto recuo consecutivo promovido pela autoridade monetária.

Conforme o BC, essa flexibilização busca alinhar a inflação às metas estabelecidas, buscando mitigar as oscilações da atividade econômica. Apesar da desaceleração recente dos preços e dos núcleos de inflação, o cenário internacional exige cautela devido às incertezas geopolíticas e financeiras globais.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR