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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Saúde

Conitec avalia incluir novo remédio para hipertensão arterial pulmonar no SUS

Sociedade civil e médicos podem opinar até o dia 17 sobre a incorporação do sotatercepte, indicado para pacientes adultos em estado grave.

Conitec avalia incluir novo remédio para hipertensão arterial pulmonar no SUS
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão do medicamento sotatercepte para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar. A população civil e a comunidade médica têm até o próximo dia 17 para enviar contribuições e opinar sobre a oferta do remédio na rede pública de saúde.

A solicitação de incorporação foi apresentada pelo próprio fabricante do fármaco. A indicação atende pacientes adultos com a doença em classes funcionais III ou IV, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apresentem risco de mortalidade de intermediário a alto.

O sotatercepte destina-se a pessoas em uso de terapia dupla com intolerância às prostaciclinas, ou àquelas sob terapia tripla associada ao tratamento atual. Segundo a Conitec, o medicamento atua diretamente no mecanismo de crescimento das células dos vasos sanguíneos, que se encontra desregulado em quem possui a condição.

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A hipertensão arterial pulmonar é uma enfermidade rara, crônica, progressiva e de alta gravidade. Por ser uma doença de longa duração e que evolui com o tempo, ela compromete gravemente a capacidade do indivíduo de realizar tarefas rotineiras e afeta drasticamente a sua qualidade de vida.

O quadro clínico é caracterizado pelo aumento persistente da pressão nos vasos sanguíneos que conectam o coração aos pulmões. Esse cenário exige que o lado direito do coração faça um esforço excessivo para bombear o sangue adequadamente.

Com a sobrecarga contínua do órgão, o paciente costuma apresentar sintomas como falta de ar, tontura, fadiga, dores no peito, desmaios e limitações físicas severas. Em estágios mais avançados, a progressão da doença pode culminar em insuficiência cardíaca grave e levar ao óbito.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

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