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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
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INSS: PF e CGU investigam descontos indevidos em aposentadorias e pensões

Nova fase da Operação Sem Desconto mira esquema nacional de descontos associativos não autorizados

INSS: PF e CGU investigam descontos indevidos em aposentadorias e pensões
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova etapa da Operação Sem Desconto, com ações em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados aplicados a aposentadorias e pensões do INSS.

A operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras determinações expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é aprofundar as apurações sobre crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

A PF ressaltou que a ação visa esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública. Entre eles estão a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

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Em março, uma operação anterior, a Indébito, já havia sido deflagrada como desdobramento da Sem Desconto. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão no Ceará e no Distrito Federal.

Entenda o caso

A Operação Sem Desconto foi iniciada em abril de 2025, após investigações da PF e da CGU identificarem irregularidades em descontos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estima-se que as entidades investigadas tenham descontado aproximadamente R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Naquela fase, seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Na primeira etapa, cerca de 700 policiais federais e 80 auditores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais. Foram realizadas ordens de sequestro de bens no valor superior a R$ 1 bilhão e seis prisões temporárias em diversos estados e no DF.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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