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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
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Bolsa Família: ministro destaca saída de 5,1 milhões de famílias da pobreza

Wellington Dias rebate críticas sobre permanência no programa com dados de pesquisas nacionais e internacionais.

Bolsa Família: ministro destaca saída de 5,1 milhões de famílias da pobreza
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, revelou nesta quarta-feira (27) que 5,1 milhões de famílias brasileiras deixaram o programa Bolsa Família desde 2023, impulsionadas pelo aumento da renda familiar e a superação da pobreza. Essa marca representa um impacto positivo direto na vida de aproximadamente 15 milhões de pessoas.

A afirmação, proferida durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), confronta a percepção de que os beneficiários do auxílio governamental buscam uma permanência ilimitada no sistema.

“Desde 2023, observamos que 5,1 milhões de famílias conseguiram sair da condição de pobreza, deixando o Bolsa Família por terem encontrado oportunidades de trabalho”, declarou o ministro Wellington Dias.

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Os números apresentados por Dias servem como uma contundente resposta às recentes críticas, como as do apresentador Luciano Huck, que havia sugerido uma suposta intenção de parte dos beneficiários em permanecer no programa de forma perpétua.

Na visão do ministro, tais percepções refletem preconceitos historicamente enraizados contra os segmentos mais vulneráveis da sociedade brasileira.

“É fundamental utilizar esses dados concretos para erradicar de uma vez por todas o preconceito direcionado aos cidadãos de menor poder aquisitivo”, enfatizou.

Ele complementou, lembrando que “a situação foi constrangedora, a ponto de Luciano Huck ter vindo a público para se desculpar. Infelizmente, essa mentalidade ainda está profundamente arraigada. Eu pertenço a uma geração onde o trabalho muitas vezes era trocado por um prato de comida”.

Estudos e comprovações

Para corroborar a efetividade do programa, o ministro Wellington Dias mencionou diversos estudos. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), em colaboração com o Banco Mundial, indica que cerca de 70% da primeira leva de 20 milhões de beneficiários conseguiu sair da pobreza, predominantemente através do investimento em educação.

Adicionalmente, dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) atestam uma melhoria no perfil socioeconômico brasileiro. Conforme a última divulgação citada, o Brasil atingiu um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, qualificando-se para o grupo de nações com desenvolvimento “muito alto”.

“O próprio levantamento do PNUD destaca o Bolsa Família como um dos pilares fundamentais para esse avanço”, afirmou o ministro.

O empreendedorismo também foi um ponto relevante. Informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelam que 5,9 milhões de indivíduos registrados no Cadastro Único estão engajados em atividades como pequenos empreendedores, operando salões de beleza e mercadinhos, por exemplo.

Wellington Dias ressaltou que uma parcela desses ex-beneficiários ascendeu à condição de empregadores. “Aproximadamente 1,3 milhão de pessoas empregadas atualmente trabalham para indivíduos que, até recentemente, eram assistidos pelo Bolsa Família”, explicou.

Ampliação da classe média

O ministro ainda pontuou que, desde a implementação do Bolsa Família, mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C, sublinhando a contribuição do programa para a expansão da classe média no país.

“O objetivo do presidente Lula é construir um país com uma robusta classe média”, afirmou Dias, destacando que o modelo brasileiro de transferência de renda é atualmente adotado ou estudado por aproximadamente 140 nações, incluindo países desenvolvidos.

O valor médio mensal concedido às famílias, segundo o ministro, gira em torno de R$ 700. Esse montante permite a aquisição de alimentos e o acesso a benefícios como a tarifa social de energia, o vale-gás e a programas essenciais como a Farmácia Popular.

Exigências e contrapartidas do programa

O acesso ao Bolsa Família está condicionado ao cumprimento de contrapartidas essenciais nas áreas de saúde e educação.

Conforme explicado pelo ministro Wellington Dias, o monitoramento dos beneficiários inicia-se ainda na gestação, priorizando a saúde da mãe e do bebê, e prossegue durante a infância, com o acompanhamento contínuo do desenvolvimento infantil.

No âmbito educacional, são requisitos obrigatórios a matrícula e a manutenção da frequência escolar, bem como o acompanhamento pedagógico constante dos estudantes.

Esse conjunto de requisitos, segundo Dias, constitui um dos pilares fundamentais do programa. Ele assegura que, para além da transferência de renda, haja um investimento robusto em educação e saúde, estabelecendo as bases para que as famílias consigam superar a pobreza de forma sustentável a longo prazo.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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