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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
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Advogado de Dr. Jairinho retorna ao julgamento do caso Henry Borel após infarto

O 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, sedia o terceiro dia do processo que apura a morte do menino.

Advogado de Dr. Jairinho retorna ao julgamento do caso Henry Borel após infarto
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O advogado Fabiano Tadeu Lopes, responsável pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, confirmou seu retorno ao 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, ainda esta semana, para o julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel em março de 2021, mesmo após ter sofrido um infarto há apenas quatro dias.

A condição de saúde de Lopes havia sido inicialmente utilizada pela defesa de Dr. Jairinho como argumento para solicitar um novo adiamento do processo. Contudo, a notícia de seu retorno foi confirmada à Agência Brasil nesta quarta-feira (27) pelo colega de defesa, Rodrigo Faucz.

Para viabilizar sua presença, Fabiano Lopes assinou um termo de responsabilidade, uma espécie de "auto alta médica", planejando retornar ao plenário na quinta-feira (28), com a devida assistência médica.

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Na última segunda-feira (25), a juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do Tribunal do Júri, havia sido informada de que o advogado apresentava apenas 30% de sua capacidade cardiorrespiratória.

Julgamento

Dr. Jairinho e sua ex-companheira, Monique Medeiros, são réus no processo que investiga a morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021.

Conforme as investigações da Polícia Civil e as acusações do Ministério Público, a criança teria sido vítima de agressões por parte de Jairinho, enquanto Monique é acusada de omissão em relação à segurança do filho. Naquele período, Jairinho ocupava o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em seu quinto mandato.

O julgamento, que se estende por seu terceiro dia nesta quarta-feira, foi retomado na segunda-feira após um adiamento anterior, em 23 de março. Naquela ocasião, a defesa havia abandonado o plenário, alegando falta de acesso a elementos probatórios.

Uma reviravolta marcou o início desta semana: antes mesmo da discussão das questões processuais, Dr. Jairinho solicitou à juíza Elizabeth Machado uma nova data para o prosseguimento do caso. Ele justificou o pedido afirmando que o advogado hospitalizado era o líder de sua equipe e o mais apto a representá-lo. Em uma aparente manobra, chegou a destituir os outros advogados.

Embora a juíza tenha interpretado a ação como protelatória, ela considerou deferir o pedido devido à ausência de defesa constituída para o réu. Contudo, ao condicionar o adiamento à transferência de Jairinho para o presídio Bangu 1, conhecido por seu regime rigoroso, o ex-vereador reconsiderou, restabeleceu sua equipe jurídica e o julgamento foi finalmente iniciado.

Delegado

A sessão do terceiro dia de julgamento está agendada para iniciar às 11h desta quarta-feira. O horário original, 9h, foi modificado em razão da extensão dos depoimentos do dia anterior, que se prolongaram até as 2h da madrugada.

Na terça-feira (26), foram ouvidos os delegados Edson Henrique Damasceno, que era o titular da delegacia responsável pela investigação da morte de Henry Borel, e Ana Carolina Medeiros.

Durante seu depoimento, Damasceno declarou que a versão apresentada pelos réus, de que a criança havia falecido após uma queda da cama, constituía uma "farsa ensaiada".

O delegado também revelou que mensagens recuperadas do aparelho celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, foram cruciais para que a polícia descobrisse e confirmasse o conhecimento da mãe sobre as agressões.

Júri

Inicialmente, Dr. Jairinho e Monique Medeiros compartilhavam a mesma representação legal, mas atualmente cada um possui sua própria equipe de defesa. O processo conta com um total de 27 testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. A deliberação final do júri ficará a cargo de sete jurados, e a previsão inicial era de que o julgamento se estendesse por aproximadamente cinco dias.

Dr. Jairinho enfrenta acusações por seis crimes, incluindo homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, três atos de tortura contra a criança, fraude processual e coação no curso do processo. Monique Medeiros, por sua vez, é ré em sete acusações, entre as quais homicídio qualificado por omissão e omissão de socorro.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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