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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Notícias/Educação

Estudantes de universidades estaduais protestam contra políticas educacionais em São Paulo

Manifestação organizada por alunos da USP, Unesp e Unicamp percorreu vias da zona oeste em direção ao Palácio dos Bandeirantes.

Estudantes de universidades estaduais protestam contra políticas educacionais em São Paulo
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
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Milhares de estudantes das universidades estaduais paulistas realizaram um protesto em São Paulo nesta quarta-feira (20) para criticar as atuais políticas educacionais do governo estadual. A mobilização, que reuniu cerca de 10 mil participantes segundo os organizadores, partiu da zona oeste rumo à sede do Executivo.

O trajeto teve início no Largo da Batata, em Pinheiros, seguindo por importantes artérias como a Avenida Faria Lima. O destino final da caminhada foi o Palácio dos Bandeirantes, localizado no bairro do Morumbi.

Demandas e críticas à gestão estadual

De acordo com a organização do evento, o foco central das reivindicações é a denúncia contra a precarização do ensino e os projetos de privatização impulsionados pela atual gestão do governo paulista.

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O contingente foi composto majoritariamente por alunos da USP, que já completam um mês em greve. O ato também contou com o apoio de sindicatos da educação e delegações da Unesp e Unicamp, instituições que também enfrentam paralisações recentes nas últimas semanas.

Entre as pautas específicas, os manifestantes exigem o aumento de verbas para a permanência estudantil e a melhoria da infraestrutura acadêmica. A contratação imediata de novos docentes e o fortalecimento de auxílios para moradia e alimentação também foram destacados.

Fiscalização e segurança durante o ato

Representantes discentes da Unesp e Unicamp apontaram uma fiscalização considerada excessiva pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos ônibus que se dirigiam à capital. Até o momento, a assessoria da PRF não emitiu posicionamento oficial sobre o ocorrido.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que supervisiona as universidades estaduais, optou por não comentar o movimento. Enquanto isso, a Polícia Militar estabeleceu um bloqueio preventivo a cerca de 500 metros da sede do governo.

Em comunicado, a PM afirmou que o planejamento operacional visou garantir a segurança pública e o direito de locomoção, sem registrar incidentes graves. O protesto seguiu de forma pacífica com previsão de encerramento no período da noite.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil
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