A área da saúde em Timbó volta a ser alvo de preocupação e críticas após mais um possível impacto na rede de atendimentos conveniados do município. Desta vez, o problema atinge as áreas da fisioterapia, pacientes ortopédicos, neurológicos e pulmonares, setor essencial para pacientes em recuperação pós-cirúrgica, com reabilitação contínua.
Segundo informações repassadas por uma clínica que atualmente atende pacientes encaminhados pelo município, os atendimentos serão mantidos apenas até o dia 12 de junho, exclusivamente para o encerramento das guias já ativas. Após essa data, os pacientes deverão ser redirecionados para outras duas clínicas ainda credenciadas.
A situação gera apreensão entre pacientes e familiares, principalmente diante da crescente demanda por fisioterapia no município e da redução gradual de profissionais e estruturas disponíveis para atendimento público e conveniado.
Nos bastidores, a principal reclamação envolve supostos atrasos de repasses financeiros e dificuldades de gestão administrativa, fatores que, segundo relatos obtidos pela reportagem, estariam inviabilizando a continuidade de alguns serviços prestados ao município.
Embora o redirecionamento dos pacientes esteja sendo informado como medida administrativa, moradores questionam se as clínicas remanescentes terão capacidade suficiente para absorver toda a demanda sem aumento no tempo de espera ou prejuízo aos tratamentos em andamento.
Especialistas da área da saúde alertam que a interrupção ou demora em tratamentos fisioterapêuticos pode provocar agravamento clínico, perda de mobilidade, retrocesso em reabilitações e até aumento da judicialização da saúde pública.
Diante da gravidade do cenário, cresce também a cobrança por uma manifestação oficial da Prefeitura de Timbó, da Secretaria Municipal de Saúde e do Ministério Público de Santa Catarina sobre a situação enfrentada pelos pacientes.
Juristas ouvidos pela reportagem destacam que o acesso à saúde é garantido pela Constituição Federal e que o poder público possui obrigação legal de assegurar continuidade e eficiência nos serviços essenciais, especialmente quando há pacientes em tratamento contínuo. Caso sejam constatadas falhas administrativas capazes de comprometer atendimentos básicos, o caso poderá motivar apurações administrativas, recomendações ministeriais e até medidas judiciais.
Até o momento, não houve divulgação oficial detalhando quais providências estão sendo tomadas para evitar superlotação, filas ou desassistência após o encerramento dos atendimentos da clínica.
A população agora aguarda respostas concretas e transparentes sobre como o município pretende evitar que mais um setor da saúde entre em colapso parcial.
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