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Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou que o uso intermitente de dexametasona, medicamento corticoide utilizado no tratamento de inflamações e alergias, pode reduzir o crescimento corporal quando a exposição começa na infância. A pesquisa foi conduzida em ratos e publicada na revista científica Biochemical Pharmacology.
Os pesquisadores investigaram os efeitos do medicamento em diferentes fases da vida. Os animais que receberam doses desde a infância apresentaram, na idade adulta, peso menor do que aqueles tratados apenas quando adultos.
O que os pesquisadores descobriram?
O estudo também identificou uma possível adaptação ao medicamento nos animais expostos durante a infância e a adolescência. Diferentemente dos ratos que receberam o corticoide apenas na fase adulta, eles não apresentaram a maioria das alterações metabólicas observadas, como intolerância à glicose e acúmulo de gordura no fígado.
Segundo o professor Alex Rafacho, coordenador da pesquisa, os resultados reforçam a importância de considerar o histórico de exposição a medicamentos ao avaliar pacientes adultos, já que esse fator pode influenciar a resposta ao tratamento.
O trabalho foi desenvolvido a partir da dissertação de mestrado de Carolina de Moraes Silveira Peixe, com participação de pesquisadores da UFSC e da Universidade de São Paulo (USP).
Importante: os resultados foram obtidos em animais e não demonstram, por si só, que o mesmo efeito ocorre em seres humanos. O uso de corticoides deve seguir orientação médica, sem alterações de dose ou interrupção por conta própria.
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