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A manhã desta quarta-feira, 7 de outubro, começou com mais um capítulo de uma das investigações que vêm repercutindo no cenário político e administrativo de Blumenau.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a segunda fase da Operação Sentinela, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis.
Veículos de comunicação que acompanham a operação identificaram os presos como André Ross Espezim da Silva, ex-secretário municipal de Blumenau, e o empresário Leonardo André de Souza, conhecido como Léo André, da Cuka Filmes.
As prisões possuem caráter preventivo. Os investigados não estão condenados e permanecem assegurados o direito à defesa e o princípio constitucional da presunção de inocência.
Investigação ganha novo capítulo
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, a Operação Sentinela II é um desdobramento da primeira fase, realizada em maio de 2026.
Na etapa inicial, as investigações tinham como foco um suposto esquema relacionado a corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, envolvendo contratos públicos celebrados com o Município de Blumenau.
Com o aprofundamento das apurações, investigadores apontaram indícios de que pessoas investigadas e terceiros ligados a elas poderiam ter realizado operações destinadas a ocultar bens e dificultar a identificação da origem de recursos.
Entre os elementos analisados estão movimentações financeiras consideradas fora do padrão, negociações patrimoniais e operações realizadas por intermédio de terceiros.
GAECO apura possível tentativa de interferir na investigação
A nova fase também ganhou força após as diligências apontarem possíveis tentativas de interferência na produção de provas e obstrução das investigações.
De acordo com o MPSC, essas circunstâncias contribuíram para a adoção das novas medidas cautelares e para a decretação das duas prisões preventivas.
Nesta etapa, são investigados possíveis crimes de:
organização criminosa;
lavagem de dinheiro;
obstrução de investigação;
falsidade ideológica;
falso testemunho.
Contratos públicos estão na origem da Operação Sentinela
A primeira fase da investigação já analisava contratos públicos firmados com a Prefeitura de Blumenau.
Entre os pontos investigados está a contratação de serviços ligados à administração municipal. Reportagens que acompanham o caso apontam que uma das frentes envolve serviços de segurança destinados às escolas da rede municipal após o ataque ocorrido em uma creche de Blumenau em abril de 2023.
O GAECO busca esclarecer se houve irregularidades em processos de contratação, eventual favorecimento de empresas e possível circulação ou ocultação de recursos provenientes dos contratos investigados.
Buscas também chegam a Florianópolis
Além das prisões realizadas em Blumenau, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços na capital catarinense.
No total, conforme comunicado oficial do Ministério Público, são nove mandados de busca e apreensão, distribuídos entre Blumenau e Florianópolis.
Computadores, celulares, documentos e demais materiais eventualmente recolhidos deverão passar por análise das equipes responsáveis pela investigação.
Processo permanece sob sigilo
O processo tramita sob sigilo, situação que limita a divulgação de detalhes sobre todas as provas já reunidas, depoimentos e eventuais outros investigados.
O Ministério Público informou que novas informações poderão ser apresentadas conforme houver publicidade dos autos e avanço das investigações.
A Operação Sentinela continua, portanto, em andamento.
O Vale Europeu Notícias seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e mantém espaço aberto para manifestação das defesas dos investigados e dos órgãos ou empresas mencionados na investigação.
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