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A Igreja Batista da Lagoinha e o pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Pastor Lucinho, foram condenados pela Justiça de Minas Gerais ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos após declarações feitas durante um evento religioso realizado em abril de 2024.
Segundo a decisão da 17ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, o pastor relatou diante de mais de mil homens que havia beijado na boca a filha, então com 11 anos, enquanto ela estava distraída. Durante a pregação, também utilizou expressões como “nossa, que mulherão” e “ai se eu te pego” ao se referir à menina.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) considerou que o discurso ultrapassou os limites da liberdade de expressão e religiosa, por apresentar conteúdo discriminatório de gênero e incitação à violência sexual contra meninas e mulheres. A gravação foi divulgada no canal oficial da igreja e em redes sociais.
Justiça determina nova pregação
Além da indenização, a sentença determina que o pastor faça um novo sermão com duração e público equivalentes ao evento que originou a ação, abordando o combate ao ódio, à discriminação e à violência contra mulheres e crianças, além de se retratar pelas declarações.
A Igreja Batista da Lagoinha deverá gravar e publicar integralmente a retratação no YouTube e nas redes sociais, mantendo o conteúdo disponível por pelo menos um ano.
A Justiça também determinou que os R$ 150 mil sejam destinados ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp). A decisão ainda cabe recurso, e a defesa informou que o pastor irá recorrer.
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