A perda de 40 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida em Timbó não é apenas um revés administrativo — é um retrato preocupante de uma gestão que parece mais preocupada em disputar narrativas do que em entregar resultados concretos para a população.

Diante da repercussão negativa, o que se viu foi um prefeito acuado, recorrendo a ataques contra adversários políticos como estratégia de defesa. Em vez de apresentar justificativas técnicas, transparentes e plausíveis sobre a perda das moradias, optou-se por um discurso raso, repleto de insinuações e desvio de foco. Uma tentativa clara de transformar um problema de gestão em embate político — expediente conhecido, mas cada vez menos eficaz diante de uma população mais atenta.

A situação se agrava quando vereadores da base governista entram em cena. Em entrevista à Rádio Cultura de Timbó, a expectativa era de esclarecimentos sólidos. O que veio, no entanto, foram falas desconexas, argumentos frágeis e uma evidente dificuldade em sustentar uma narrativa minimamente convincente. Ao invés de conter a crise, acabaram por ampliá-la.

Leia Também:

Enquanto isso, famílias seguem à margem, frustradas e sem respostas. Para quem aguardava ansiosamente a oportunidade de conquistar a casa própria, a perda dessas 40 unidades não é um número — é o fim de um sonho adiado por falhas que poderiam e deveriam ter sido evitadas.

O episódio escancara um problema maior: a substituição da gestão eficiente por politicagem barata. Quando o foco sai do interesse público e se volta para disputas ideológicas ou ataques pessoais, quem paga a conta é sempre o cidadão.

A credibilidade da atual administração se desgasta a cada novo episódio como este. Governar exige mais do que discursos e justificativas improvisadas — exige competência, articulação e, acima de tudo, compromisso real com a população. Até aqui, o que se vê é exatamente o contrário.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO