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Os aportes realizados no tesouro direto alcançaram a marca histórica de R$ 15 bilhões durante o mês de agosto, estabelecendo o maior patamar já registrado pela série estatística do programa.
No mesmo período, foram computadas 1,32 milhão de transações.
Apesar do recorde nos aportes, os resgates e vencimentos atingiram R$ 17,22 bilhões. Isso gerou uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões.
Esse cenário ocorreu porque o governo acabou desembolsando mais recursos aos aplicadores do que obteve com novas aquisições.
O resultado foi fortemente impactado pelos vencimentos de papéis do Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões.
A categoria com maior procura foram os títulos indexados à taxa Selic.
As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva chegaram a R$ 7 bilhões, representando 46,9% de todo o volume.
Os papéis atrelados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões, enquanto as opções prefixadas alcançaram R$ 2,5 bilhões.
No tocante às recompras antecipadas, os ativos atrelados à Selic também lideraram com R$ 3 bilhões.
A preferência dos aplicadores concentrou-se em prazos de um a cinco anos, reunindo 45,2% das vendas.
Operações de até R$ 1 mil mantiveram a predominância, respondendo por 55,7% das negociações do mês.
Estoque
O estoque total do programa fechou o mês de agosto situado em R$ 272 bilhões.
O montante indica estabilidade frente ao mês anterior, mas revela avanço de 43% ante o mesmo período do ano anterior.
Os títulos indexados à inflação continuam liderando a composição da carteira, somando R$ 128 bilhões em estoque.
Investidores
O quantitativo de participantes ativos atingiu 3,83 milhões de pessoas ao término de agosto.
Houve um incremento de 23.962 novos investidores ativos em relação ao mês imediatamente anterior.
O total de cadastros acumulados no programa chegou a 36,44 milhões de CPFs registrados.
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