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Terça-feira, 29 de Setembro 2026
Política

Taxa de desemprego recua para 5,3% no trimestre encerrado em agosto

Levantamento do IBGE aponta avanço na população ocupada e novos recordes na massa salarial e em postos com carteira assinada.

Taxa de desemprego recua para 5,3% no trimestre encerrado em agosto
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto recuou para 5,3%, alcançando o menor patamar já documentado para o intervalo desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. A pesquisa também apontou marcas históricas na quantidade de pessoas trabalhando, na formalização com carteira assinada, no volume de rendimentos e nas contribuições previdenciárias.

Esse indicador mostra uma queda frente ao trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) e também na comparação com igual período de 2025. Conforme avaliação da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, os números vieram alinhados com as projeções dos analistas econômicos.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

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O levantamento indica que o contingente de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, configurando o maior patamar histórico. O resultado representa um acréscimo de 0,8% sobre o trimestre anterior, o que significa a inserção de 774 mil novos trabalhadores.

Os setores que mais alavancaram esse crescimento foram a indústria geral, com expansão de 2%, e o ramo da construção, que avançou 4,1%.

Carteira assinada na máxima

O total de empregados do setor privado com vínculo formalizado atingiu 39,5 milhões, estabelecendo outro recorde na série estatística.

Em contrapartida, o contingente de desocupados fechou o ciclo em 5,8 milhões de cidadãos, evidenciando uma retração de 4,6% em relação ao trimestre de março a maio.

A população desalentada manteve-se em 2,4 milhões de pessoas, patamar estável frente ao trimestre prévio, mas inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

A taxa de informalidade atingiu 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de indivíduos sem garantias trabalhistas plenas.

Massa salarial recorde

O rendimento médio habitual do trabalhador situou-se em R$ 3.777. Já a massa salarial somou R$ 385,6 bilhões, impulsionando o consumo e a economia nacional com altas consecutivas.

Recorde de contribuintes para a Previdência

O Brasil alcançou a marca inédita de 68,5 milhões de contribuintes ativos junto aos institutos de previdência social, assegurando direitos futuros fundamentais.

Retrato do mercado de trabalho

A pesquisa do IBGE abrange indivíduos com 14 anos ou mais em todo o território nacional, mapeando diferentes modalidades de ocupação formal e informal.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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