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Sábado, 26 de Setembro 2026
Agronegócio

Mercado de boi gordo sinaliza potencial para novas valorizações da arroba

Escalas de abate encurtadas pressionam frigoríficos de menor porte, enquanto contratos futuros seguem oferecendo margens de proteção aos produtores.

Mercado de boi gordo sinaliza potencial para novas valorizações da arroba
Fonte: Arnaldo Alves / ANPr
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O mercado de boi gordo registrou negociações acima da média na última semana, impulsionado por um cenário de escalas de abate reduzidas em diversas regiões brasileiras. Esse movimento reflete a dificuldade de abastecimento enfrentada por indústrias de pequeno e médio porte.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, aponta que a tendência de curto prazo é de reajustes. Enquanto isso, grandes frigoríficos mantêm maior estabilidade operacional, utilizando contratos de parceria e confinamentos próprios para suprir a demanda imediata.

O especialista destaca que, apesar da alta no mercado físico, os contratos futuros permanecem com prêmios relevantes. Isso mantém o interesse por estratégias de hedge, permitindo que produtores garantam melhores margens de lucro diante da volatilidade.

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Preços médios da arroba

No dia 24 de setembro, a cotação a prazo apresentou variações regionais. Em São Paulo, o valor permaneceu em R$ 355. Em Goiás, houve alta de 1,47%, chegando a R$ 345, enquanto Minas Gerais registrou R$ 340, um avanço de 1,49%.

No Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 350, com alta de 1,45%. Em Mato Grosso, os preços se mantiveram estáveis em R$ 330. Já em Rondônia, o valor atingiu R$ 340, representando uma valorização de 1,49%.

Dinâmica no atacado e exportações

No mercado atacadista, os preços da carne bovina oscilaram entre a estabilidade e a alta. Contudo, a concorrência com a carne de frango limita o espaço para reajustes mais agressivos nos cortes bovinos.

Quanto ao comércio exterior, dados da Secex indicam que as exportações brasileiras de carne bovina renderam US$ 819,206 milhões em setembro. O volume embarcado totalizou 130,313 mil toneladas, com o preço médio por tonelada atingindo US$ 6.286,40.

FONTE/CRÉDITOS: Victor Faverin

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