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O mercado de boi gordo registrou negociações acima da média na última semana, impulsionado por um cenário de escalas de abate reduzidas em diversas regiões brasileiras. Esse movimento reflete a dificuldade de abastecimento enfrentada por indústrias de pequeno e médio porte.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, aponta que a tendência de curto prazo é de reajustes. Enquanto isso, grandes frigoríficos mantêm maior estabilidade operacional, utilizando contratos de parceria e confinamentos próprios para suprir a demanda imediata.
O especialista destaca que, apesar da alta no mercado físico, os contratos futuros permanecem com prêmios relevantes. Isso mantém o interesse por estratégias de hedge, permitindo que produtores garantam melhores margens de lucro diante da volatilidade.
Preços médios da arroba
No dia 24 de setembro, a cotação a prazo apresentou variações regionais. Em São Paulo, o valor permaneceu em R$ 355. Em Goiás, houve alta de 1,47%, chegando a R$ 345, enquanto Minas Gerais registrou R$ 340, um avanço de 1,49%.
No Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 350, com alta de 1,45%. Em Mato Grosso, os preços se mantiveram estáveis em R$ 330. Já em Rondônia, o valor atingiu R$ 340, representando uma valorização de 1,49%.
Dinâmica no atacado e exportações
No mercado atacadista, os preços da carne bovina oscilaram entre a estabilidade e a alta. Contudo, a concorrência com a carne de frango limita o espaço para reajustes mais agressivos nos cortes bovinos.
Quanto ao comércio exterior, dados da Secex indicam que as exportações brasileiras de carne bovina renderam US$ 819,206 milhões em setembro. O volume embarcado totalizou 130,313 mil toneladas, com o preço médio por tonelada atingindo US$ 6.286,40.
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