O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) que a taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, indicando um aumento de 0,4 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior (novembro de 2025 a janeiro de 2026). Este dado reflete a situação da população desocupada no país.
Esse percentual de 5,8% traduz-se em 6,3 milhões de indivíduos que, durante o trimestre analisado, procuraram uma ocupação e não obtiveram sucesso. Este contingente de população desocupada cresceu em 471 mil pessoas em relação ao trimestre imediatamente anterior, que terminou em março.
As informações provêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) referente a abril de 2026, conforme divulgado pelo IBGE.
Analisando os dados da PNAD Contínua, a população desocupada, que totalizou 6,3 milhões até abril de 2026, registrou um avanço de 8,0% frente ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando somava 5,9 milhões.
Contudo, em uma comparação anual, com o mesmo período de 2025 (fevereiro a abril), houve uma significativa redução de 11,3%, representando menos 809 mil pessoas em situação de desocupação.
Em contraste, a população ocupada, que atingiu 102,3 milhões de indivíduos, apresentou uma leve queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior (novembro de 2025 a janeiro de 2026), o que equivale a 338 mil pessoas a menos no mercado de trabalho.
Por outro lado, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025), a população ocupada expandiu-se em 1,1%, adicionando mais 1,07 milhão de pessoas.
O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas dentro da população em idade ativa, registrou 58,4%. Este índice representa uma diminuição de 0,3 ponto percentual em comparação com o trimestre imediatamente anterior (novembro de 2025 a janeiro de 2026), quando estava em 58,7%.
O IBGE destacou, em seu comunicado, que houve estabilidade no nível da ocupação quando confrontado com o mesmo período do ano anterior (fevereiro a abril de 2025).
A taxa composta de subutilização manteve-se estável em 13,8% na comparação trimestral (novembro de 2025 a janeiro de 2026), mas apresentou um recuo anual de 1,7 ponto percentual.
O contingente da população subutilizada alcançou 15,7 milhões de pessoas, permanecendo estável no trimestre. No entanto, em um ano, houve uma diminuição de 11,1%, o que corresponde a 2 milhões de pessoas a menos nessa condição.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.732, mantendo-se em um patamar recorde para a série histórica.
A taxa de informalidade registrou 37,2% da população ocupada, totalizando 38,1 milhões de trabalhadores informais. Este índice é ligeiramente inferior aos 37,5% (38,5 milhões) observados no trimestre encerrado em janeiro.
Comparativamente, também se mostrou menor que os 38% (38,5 milhões) registrados no trimestre de fevereiro a abril de 2025.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, o aumento da desocupação neste trimestre móvel é primariamente influenciado pelo comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais.
Essas atividades, que registraram aquecimento no final de 2025, não conseguiram reter uma parte de seus trabalhadores.
Beringuy ressaltou que, apesar da perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho brasileiro mantém um elevado nível de ocupação quando analisado em relação aos anos anteriores da série histórica.
Ela concluiu que "mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada", conforme o texto de divulgação do IBGE.
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