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STF pode invalidar aumento de gastos aprovado pelo Congresso, aponta Gilmar Mendes

Ministro do Supremo Tribunal Federal ressalta que propostas de despesas ou renúncias fiscais precisam de análise de impacto econômico.

STF pode invalidar aumento de gastos aprovado pelo Congresso, aponta Gilmar Mendes
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou nesta quarta-feira (10) que o Congresso Nacional pode ter suas aprovações de aumento de gastos consideradas inconstitucionais pela Corte. A declaração surge em meio a debates sobre a responsabilidade fiscal no país.

Em uma publicação nas redes sociais, o decano do STF enfatizou a importância da responsabilidade fiscal, citando a jurisprudência da Corte que exige a avaliação do impacto econômico de novas despesas ou renúncias de receita antes de sua aprovação. Embora não tenha mencionado um caso específico, a fala de Mendes reforça a posição do tribunal sobre o tema.

Análise de impacto orçamentário é crucial

“Toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos”, explicou Mendes.

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O ministro complementou que a ausência de estudos prévios sobre o impacto financeiro das medidas pode levar à sua anulação.

“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, concluiu.

Projeto de renegociação de dívidas rurais em pauta

A declaração do ministro ocorre em um momento em que o Senado aprovou um projeto que permite a renegociação de dívidas de produtores rurais impactados por eventos climáticos e geopolíticos. Essa medida, segundo estimativas, pode representar um impacto considerável nas finanças públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que a aprovação do projeto pode acarretar um custo de até R$ 140 bilhões para os cofres federais.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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