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Setor de serviços recua 0,4% em maio, impactado por queda nos transportes, revela IBGE

O desempenho negativo reverte expectativas e desacelera o ritmo de expansão em 12 meses.

Setor de serviços recua 0,4% em maio, impactado por queda nos transportes, revela IBGE
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o volume do setor de serviços no Brasil registrou um recuo de 0,4% em maio, impulsionado principalmente pelo desempenho negativo da área de transportes.

Este resultado, conforme análise da Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, surpreendeu o mercado ao ficar abaixo das expectativas, que variavam entre -0,3% e 0,6%, com uma mediana de 0,0%.

Apesar da queda mensal, na comparação anual com maio do ano passado, o setor apresentou crescimento de 0,4%. No acumulado de janeiro a maio, o avanço foi de 1,9% frente ao mesmo período de 2025.

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Contudo, a expansão acumulada nos últimos 12 meses atingiu 2,6%, indicando uma desaceleração no ritmo de crescimento. Em abril, esse indicador estava em 2,9%, evidenciando uma perda de fôlego.

Os detalhes completos desses indicadores provêm da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (15).

Apesar do recuo, o setor de serviços permanece 19,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020. No entanto, ainda se encontra 0,5% abaixo do pico histórico alcançado em outubro de 2025, de acordo com a série histórica da pesquisa, que tem início em janeiro de 2011.

A seguir, o comportamento do setor de serviços nos últimos meses, em comparação com o mês imediatamente anterior:

  • Maio: -0,4%
  • Abril: 1,1%
  • Março: -0,9%
  • Fevereiro: 0,1%
  • Janeiro: 0%

Freio no setor de transportes

O levantamento do IBGE detalha que, entre os cinco grandes grupos de atividades analisados, dois registraram queda no período de abril para maio.

  • Serviços prestados às famílias: 0,2%
  • Serviços de informação e comunicação: 0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1%
  • Outros serviços: -1,9%

A retração do segmento de transportes foi o principal fator para o declínio geral do setor de serviços em maio, dada a sua representatividade significativa de um terço (33,67%) na composição da pesquisa.

Conforme explicou Rodrigo Lobo, analista responsável pela pesquisa, a queda se deveu à "menor receita observada em empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e do setor de logística".

Especificamente, o volume do transporte de passageiros em maio de 2026 recuou 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas apresentou uma variação negativa de 0,2% no mesmo comparativo.

Em contrapartida, Lobo ressaltou que os serviços prestados às famílias atingiram o nível mais elevado desde dezembro de 2014. Ele atribui esse desempenho positivo a variáveis econômicas favoráveis, como o baixo desemprego, a massa de rendimentos em alta e um nível de preços sob controle.

Desempenho do índice de atividades turísticas (Iatur)

A Pesquisa Mensal de Serviços também incluiu o índice de atividades turísticas (Iatur), que registrou uma retração de 0,4% em maio, na comparação com o mês anterior. No entanto, ao analisar o acumulado dos últimos 12 meses, o Iatur demonstra uma expansão de 1,7%.

Apesar da leve queda mensal, as atividades turísticas permanecem 10,8% acima do patamar pré-pandemia de covid-19. Todavia, ainda se encontram 2,5% abaixo do pico histórico atingido em dezembro de 2024.

O Iatur é composto por 22 das 166 atividades de serviços abrangidas pela pesquisa, todas diretamente ligadas ao turismo, incluindo segmentos como hotéis, agências de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros.

Os dados detalhados do Iatur são disponibilizados para 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, além de Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

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