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Notícias/Política

Produtores rurais com projetos sustentáveis terão acesso a juros reduzidos nos Fundos Constitucionais

Conselho Monetário Nacional aprova novas condições para crédito rural nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste a partir da safra 2026/2027.

Produtores rurais com projetos sustentáveis terão acesso a juros reduzidos nos Fundos Constitucionais
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, novas regras para as operações de crédito rural com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO). A partir da safra 2026/2027, produtores rurais que investirem em projetos sustentáveis nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão acesso às menores taxas de juros, visando estimular práticas agrícolas de baixo impacto ambiental.

As iniciativas que se enquadram em diretrizes de sustentabilidade, como agricultura de baixo carbono, preservação ambiental, inovação tecnológica, geração de energia renovável para consumo próprio e ampliação da capacidade de armazenagem, contarão com taxas de juros a partir de 7,52% anuais.

Essas condições especiais entrarão em vigor de 15 de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. As taxas de juros serão diferenciadas, levando em consideração a região de atuação, o porte econômico do produtor e a finalidade específica do financiamento solicitado.

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Projetos sustentáveis e suas vantagens

As linhas de crédito dedicadas à sustentabilidade apresentarão os menores encargos financeiros disponíveis entre todas as modalidades de crédito rural amparadas pelos Fundos Constitucionais.

Para as operações que utilizam taxas prefixadas e incluem bônus de adimplência, concedido a quem efetua os pagamentos em dia, os juros anuais serão os seguintes:

  • 7,52% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE);
  • 7,64% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO);
  • 8,14% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

É importante notar que, nas modalidades com taxas pós-fixadas, os encargos financeiros podem ser ainda mais reduzidos, oferecendo flexibilidade aos tomadores de crédito.

Outras modalidades de financiamento

Em relação às demais operações de investimento, as taxas de juros serão ajustadas de acordo com o fundo específico, a finalidade do crédito e o porte do produtor rural.

Nos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), as taxas efetivas prefixadas, que incluem o bônus de adimplência, variarão entre 7,65% e 12,45% ao ano.

Já no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), os encargos anuais estarão na faixa de 7,80% a 10,20%.

Conforme comunicado pelo Ministério da Fazenda, a iniciativa visa proporcionar condições de financiamento alinhadas ao perfil de cada produtor, incentivando assim os investimentos produtivos nas diversas regiões do Brasil.

Reclassificação de produtores rurais

A resolução aprovada pelo CMN também introduz uma modificação significativa na forma de enquadramento dos produtores rurais para acesso aos financiamentos.

Anteriormente, produtores com receita bruta anual de até R$ 16 milhões eram agrupados em uma única faixa. Agora, com a alteração, esse grupo será segmentado em duas categorias distintas:

  • Produtores com faturamento de até R$ 4,8 milhões;
  • Produtores com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões.

Essa medida tem como propósito otimizar a alocação dos recursos dos Fundos Constitucionais, ajustando as condições de financiamento de maneira mais precisa ao porte econômico de cada beneficiário.

O papel dos Fundos Constitucionais de Financiamento

Os Fundos Constitucionais de Financiamento foram estabelecidos com o objetivo de fomentar o desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Eles atuam oferecendo crédito com condições diferenciadas para diversos investimentos produtivos, abrangendo, de forma crucial, o setor agropecuário.

As novas diretrizes foram formalmente aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a entidade máxima responsável por formular as políticas de crédito, câmbio e moeda no Brasil. O colegiado, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, conta ainda com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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