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Segunda-feira, 28 de Setembro 2026
Política

Prazo para renegociar crédito no Desenrola Adimplentes vai até 26 de outubro

Iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês para trabalhadores informais reorganizarem contratos de até R$ 15 mil junto aos bancos.

Prazo para renegociar crédito no Desenrola Adimplentes vai até 26 de outubro
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O governo federal prorrogou o programa Desenrola Adimplentes por mais 30 dias, estendendo o período de atendimento até 26 de outubro. A iniciativa foca em trabalhadores informais com débitos em dia ou com inadimplência inferior a 90 dias, coincidindo a nova data com o término da medida provisória que originou a ação.

O calendário original estabelecia uma vigência de 90 dias, com encerramento previsto para a semana passada. Contudo, a ampliação temporal foi formalizada pela medida provisória responsável por criar o Desenrola 3.0, fase atualizada da estratégia de recuperação de crédito.

Regras e condições de pagamento

O modelo possibilita a repactuação de até R$ 15 mil em compromissos financeiros sem garantia, contratados por autônomos na categoria de crédito pessoal. As taxas de juros são limitadas a 1,99% ao mês, patamar substancialmente menor que a média de mercado para o segmento, avaliada em cerca de 7% ao mês.

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Para solicitar o benefício, o consumidor precisa comprovar a quitação de ao menos quatro parcelas do financiamento contratado. Além disso, as mensalidades devem estar rigorosamente regulares ou registrar atrasos que não superem os 90 dias corridos.

Atrasos na operação e atuação dos bancos

A extensão do prazo decorre de entraves operacionais registrados nas fases iniciais. Embora o texto legal tenha sido publicado em 29 de junho, as contratações começaram efetivamente em 10 de agosto, após revisões de normas solicitadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a meta prioritária é socorrer profissionais sem comprovação de renda, historicamente submetidos a juros elevados. A medida busca conceder condições mais equilibradas a quem não tem emprego com carteira assinada.

Desafios na adesão privada

Desde o lançamento, a proposta enfrentou cautela das instituições financeiras privadas, que demonstraram baixo engajamento para revisar contratos ainda ativos ou sem grande inadimplência.

Como contrapartida para estimular o sistema financeiro, o Executivo autorizou a portabilidade de crédito, viabilizando que bancos públicos assumam operações em patamares mais atrativos. Ainda assim, o volume de adesões ficou aquém das metas iniciais da equipe econômica.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

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