O Ministério da Saúde implementou, nesta quarta-feira (10), a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente no Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de promover a melhoria contínua do atendimento em saúde em todo o país. A iniciativa busca reduzir riscos e danos evitáveis, além de garantir um cuidado mais eficaz e focado no cidadão.
Com publicação no Diário Oficial da União, a nova política estabelece um conjunto de diretrizes para adoção progressiva. Abrange tanto serviços públicos quanto privados, englobando instituições filantrópicas, civis, militares e unidades de ensino e pesquisa que atuam em parceria com o SUS.
Um dos focos principais é a diminuição de incidentes e eventos adversos na assistência à saúde. A proposta também visa a integração efetiva entre os diversos níveis de atendimento, otimizando a jornada do paciente.
A participação ativa de pacientes, familiares e cuidadores nas decisões clínicas constitui outro pilar fundamental desta iniciativa.
As diretrizes essenciais da política incluem:
- integrar a qualidade e a segurança do paciente aos mecanismos de planejamento e financiamento do SUS;
- fortalecer a governança interfederativa;
- incorporar tecnologias digitais e inovação no cuidado em saúde.
Estratégias de implementação
A implantação da política ocorrerá por meio de dimensões estratégicas bem definidas. Estas englobam governança, gestão institucional, práticas assistenciais, educação em saúde e o uso inteligente de dados. Tais dimensões se desdobram em eixos de ação, que guiarão a execução da iniciativa em todas as esferas de atenção.
A portaria detalha, ainda, áreas consideradas prioritárias para atuação:
- garantir a segurança na atenção primária, hospitalar, serviços de urgência e atendimento domiciliar;
- promover o uso seguro de medicamentos;
- intensificar a prevenção de infecções relacionadas à assistência;
- assegurar a identificação correta do paciente;
- aprimorar a comunicação eficaz entre as equipes de saúde.
Ações de monitoramento e coordenação
A implementação da política será uma responsabilidade compartilhada e progressiva entre União, estados, Distrito Federal e municípios. O Ministério da Saúde assumirá a coordenação da estratégia nacional, estabelecendo indicadores, prestando apoio técnico aos entes federativos e impulsionando ações de capacitação e sensibilização.
O objetivo final é alinhar iniciativas já em curso, como o Programa Nacional de Segurança do Paciente, e fomentar um avanço estruturado na qualidade do atendimento oferecido à população.
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