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Quinta-feira, 21 de Maio 2026
Notícias/Cotidiano

Polícia Federal investiga tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão envolvendo colombianos no Rio

Ação cumpre mandados de busca e apreensão em Pinheiral e Resende, no sul fluminense, com foco na identificação da organização criminosa.

Polícia Federal investiga tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão envolvendo colombianos no Rio
© Polícia Federal/divulgação
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Juro Zero para investigar crimes de tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão em Pinheiral e Resende, municípios da região sul do Rio de Janeiro. A ação foca em um esquema que aliciava cidadãos colombianos para o Brasil com promessas de emprego no turismo, mas os submetia a condições desumanas.

O esquema de aliciamento e exploração

As investigações tiveram início após denúncias de colombianos que relataram ter sido aliciados para vir ao Brasil com a promessa de trabalho no setor turístico. Suas passagens aéreas, segundo a PF, eram financiadas pelo grupo criminoso.

Contudo, a realidade encontrada no país era drasticamente diferente do prometido. As vítimas eram então forçadas a viver em condições caracterizadas como trabalho análogo à escravidão, conforme apurado pela Polícia Federal.

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Além disso, a apuração revelou indícios de que os criminosos operavam um esquema de agiotagem. Os imigrantes eram utilizados para realizar cobranças de dívidas, frequentemente sob ameaças e o uso de violência.

Avanço das investigações

Para aprofundar as provas, policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão nos municípios de Pinheiral e Resende. Essas ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti.

A operação também busca identificar outros cidadãos colombianos que possam estar em situação semelhante. Muitos deles vivem em condições consideradas incompatíveis com a dignidade humana.

O principal objetivo das ações é coletar mais provas para a completa identificação da organização criminosa. A PF visa, ainda, individualizar as condutas de cada um dos investigados envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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