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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Cotidiano

Paralisação dos bancários afeta agências públicas e privadas nesta quinta-feira

Trabalhadores cobram aumento real, maior participação nos lucros e reajuste nos benefícios após o setor financeiro registrar lucros bilionários no país.

Paralisação dos bancários afeta agências públicas e privadas nesta quinta-feira
© Elza Fiúza/Agência Brasil
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A paralisação dos bancários interrompe as atividades em instituições públicas e privadas de todo o Brasil nesta quinta-feira (20). A mobilização nacional, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ocorre em protesto pela falta de propostas de reajuste salarial por parte dos bancos.

A categoria reivindica o aumento real de salário, valorização dos pisos salariais, reajuste nos vales refeição e alimentação, além de melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Outra pauta central é o estabelecimento de um piso específico para os profissionais de tecnologia da informação (TI) do setor.

Lucros recordes e pressão por propostas

A coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, reforçou que o movimento é decisivo para pressionar o setor financeiro. Ela enfatizou que a valorização é justa, considerando que os trabalhadores foram responsáveis por gerar o lucro de R$ 171 bilhões registrado pelos bancos em 2025.

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Conforme relata a Contraf, as entidades patronais não apresentaram nenhum índice oficial de reajuste até o momento. Para dar continuidade às conversas, uma nova rodada de negociação entre as partes foi agendada para a próxima segunda-feira (24).

Divergência histórica nos repasses

Levantamentos da entidade sindical indicam que o patrimônio líquido das instituições financeiras atingiu R$ 1,2 trilhão em 2025, com um lucro anual por empregado fixado em R$ 438 mil. Segundo a entidade, houve uma forte redução no repasse de lucros aos trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Em 1995, os bancos privados distribuíam até 14% a título de PLR, índice que despencou para uma média de apenas 5,9% em 2025. Procurada para comentar as reivindicações e a paralisação, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não havia emitido posicionamento.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

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