O Ministério da Fazenda avalia alterar as regras do Programa Move Brasil para ampliar a adesão de bancos privados ao crédito para motoristas de aplicativo e taxistas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (19) pelo secretário-executivo Dario Durigan, em Brasília, após reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de otimizar a integração de dados e impulsionar o financiamento da categoria.
Em vigor desde julho, a iniciativa oferece juros reduzidos para a aquisição de veículos de trabalho até R$ 150 mil, cobrindo modelos novos, seminovos, motos e bicicletas. Contudo, enquanto Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal lideram os contratos, as instituições privadas demonstram pouca disposição para emprestar, mesmo com as garantias oferecidas pelo governo federal.
Ajustes técnicos e integração de dados
Para atrair os bancos particulares, a equipe econômica pretende testar modificações no sistema de repasse de dados. A principal estratégia é aprimorar a integração com as plataformas de transporte para facilitar a comprovação de renda dos trabalhadores informais e autônomos.
Segundo Durigan, embora o volume de operações do programa de crédito ainda esteja abaixo da meta inicial projetada, o total transacionado até o momento é considerado relevante. O governo continuará o diálogo com o setor financeiro para flexibilizar exigências operacionais.
Balanço de crédito e tarifas norte-americanas
No mesmo encontro governamental, ministros revisaram o desempenho de outros incentivos econômicos, incluindo financiamentos para caminhões, ônibus e o Programa Desenrola. Adicionalmente, a pauta abrangeu o comércio exterior e os impactos das recentes sobretaxas comerciais.
Em relação aos Estados Unidos, Durigan afirmou que o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica não inviabiliza os canais de diálogo. O mecanismo foi ativado após os norte-americanos imporem uma tarifa de 37,5% sobre produtos brasileiros, mas qualquer retaliação passará por consultas públicas antes de ser implementada.
Como medida complementar de proteção à indústria nacional, o Palácio do Planalto estuda estender o regime de drawback dentro do programa Brasil Soberano. A medida visa desonerar tributos de insumos importados utilizados em produtos destinados à exportação.
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