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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Durigan defende expansão das relações comerciais brasileiras em São Paulo

Em meio a tensões tarifárias com os EUA, Ministério da Fazenda prega busca por novos parceiros globais para garantir previsibilidade e estabilidade fiscal.

Durigan defende expansão das relações comerciais brasileiras em São Paulo
© Lula Marques/ Agência Brasil.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17), em São Paulo, o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com diversos mercados globais. A estratégia busca posicionar o país como um porto seguro e previsível para investidores estrangeiros, evitando a dependência exclusiva de blocos econômicos da Ásia ou da América do Norte.

Durante o evento na capital paulista, o representante da pasta ressaltou que a abertura econômica nacional deve ser conduzida por negociações soberanas. Segundo ele, o governo brasileiro realizará debates internacionais de maneira pragmática, ciente de suas fortalezas e vulnerabilidades no cenário global.

Atrito diplomático e tarifas comerciais

A declaração ocorre em um cenário de forte atrito entre o governo brasileiro e os Estados Unidos. Recently, Brasília deu início à avaliação para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122), criada como resposta ao aumento unilateral de tarifas alfandegárias contra produtos do Brasil.

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Sancionada no ano anterior após retaliações do governo Donald Trump, a legislação prevê a suspensão de concessões comerciais a países que imponham medidas unilaterais prejudiciais à competitividade das exportações brasileiras.

Responsabilidade fiscal e reforma tributária

Além da agenda externa, Durigan reforçou a importância do rigor fiscal interno. O integrante da Fazenda destacou que instrumentos como o contingenciamento orçamentário e a limitação de despesas obrigatórias são fundamentais para assegurar a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo.

Em relação à reforma tributária, o ministro ponderou que as transformações geram apreensão inicial. Contudo, ele enfatizou que o período de transição em 2027 consolidará um sistema simplificado e mais eficiente para a economia do país.

Por fim, ao tratar do mercado financeiro, Durigan avaliou que a expansão sustentável do crédito depende diretamente da obtenção de "juros civilizados", apontados por ele como o passo decisivo para a conclusão dos ajustes econômicos em andamento.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil

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