O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar no Distrito Federal para realizar um tratamento odontológico especializado.
A logística do deslocamento será organizada em conjunto pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e pela equipe de defesa. Por questões de segurança, a data e o endereço da consulta deverão ser mantidos em sigilo absoluto, sob pena de cancelamento imediato da saída em caso de vazamento da informação.
Pedido da defesa e local do atendimento
Na última semana, os advogados solicitaram que o procedimento fosse conduzido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, sua nora. No entanto, a PMDF sugeriu que o atendimento ocorra no centro médico da própria corporação, e o despacho judicial não especificou se a profissional poderá realizar o tratamento.
Restrições e contexto da condenação
Atualmente, Bolsonaro está proibido de receber visitas depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou na internet uma carta escrita pelo pai, violando as regras da custódia. O ex-presidente, que também se recupera de uma pneumonia bacteriana, cumpre pena em casa após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista.
Na condição de relator da execução penal na Corte, Alexandre de Moraes é a autoridade responsável por avaliar e autorizar qualquer pedido de visitação ou deslocamento externo do ex-mandatário durante o cumprimento da sentença.
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