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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Cotidiano

Operação mira lavagem de dinheiro do Comando Vermelho em clube e pousada no Rio

Ação da Polícia Civil e do Ministério Público bloqueia R$ 11 milhões movimentados por laranjas e estabelecimentos comerciais no Estado do Rio.

Operação mira lavagem de dinheiro do Comando Vermelho em clube e pousada no Rio
© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público estadual, deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Quimera para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. A organização criminosa utilizava um clube recreativo na capital e uma pousada em Armação de Búzios para ocultar R$ 11 milhões obtidos com o tráfico de drogas.

Invasão e ameaças a clubes sociais

As investigações começaram após representantes do Clube Social Marabu, no bairro Encantado, denunciarem coações sofridas por lideranças do Morro do Dezoito. Além de exigir o controle da entidade, a facção cobrava uma taxa mensal de R$ 6 mil para não interferir nas atividades do local.

Com o avanço dos trabalhos da Delegacia de Nova Iguaçu, os agentes identificaram um modelo idêntico de extorsão no Várzea Country Club, em Água Santa. Pessoas ligadas ao tráfico assumiram a gestão informal da instituição sexagenária, manipulando eventos e finanças sem nenhum vínculo contratual.

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Contas de laranjas em destaque

A polícia descobriu uma rede financeira familiar articulada por operadores estratégicos. Entre os alvos, um homem sem renda formal compatível movimentou R$ 2,4 milhões em seis meses. Outro suspeito, apontado em registros de roubo de carga, realizou dezenas de transferências via Pix somando R$ 240 mil.

O esquema também contava com uma recepcionista que ganhava R$ 3,2 mil mensais, mas teve R$ 2,2 milhões transacionados no mesmo período. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) comprovaram transações fracionadas e depósitos em espécie inconsistentes com os rendimentos declarados.

Movimentação atípica na Região dos Lagos

Em Armação dos Búzios, a Pousada Menino do Rio servia como peça fundamental na maquiagem dos valores ilícitos. Embora possua apenas 16 quartos e estrutura modesta, a empresa registrou faturamento de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, incluindo quase R$ 1 milhão em depósitos em dinheiro vivo.

A Justiça autorizou o bloqueio de bens, contas bancárias, veículos e ações empresariais dos envolvidos, além da quebra dos sigilos fiscal e bancário para estancar o fluxo financeiro do grupo.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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