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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
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Operação Gemini: desembargador e deputado de Mato Grosso são investigados por venda de sentenças

A Polícia Federal apura crimes como corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro envolvendo os alvos da Operação Gemini.

Operação Gemini: desembargador e deputado de Mato Grosso são investigados por venda de sentenças
© Polícia Federal/divulgação
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Gemini nesta segunda-feira (8), investigando um desembargador e um deputado estadual de Mato Grosso sob suspeita de envolvimento com a venda de sentenças e lavagem de dinheiro. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Entre os alvos da operação estão o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT), e o deputado estadual Faissal Calil (PL). Um advogado, Bruno Castro, também é apontado como investigado.

Segundo a PF, os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Os sigilos bancário, fiscal e telemático de ambos foram quebrados para aprofundar as apurações.

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Em declarações à imprensa local, o deputado Faissal Calil afirmou ter colaborado com a investigação, entregando seu celular e senha, e negou veementemente qualquer participação em esquema de venda de sentenças.

Calil, que já atuou como servidor da Justiça matogrossense e trabalhou no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, declarou ter perdido todo o contato com o magistrado desde que assumiu o cargo de deputado.

A reportagem busca contato com o desembargador Dirceu dos Santos e com o advogado Bruno Castro, que teria atuado como intermediário. O TJMT ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o caso.

Investigação no CNJ

O desembargador Dirceu dos Santos já enfrenta um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em março, ele foi afastado de suas funções em decorrência da apuração de movimentações financeiras que não condiziam com seus rendimentos oficiais.

Dados de quebras de sigilo bancário e fiscal revelaram que o magistrado movimentou mais de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, contrastando com rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão no mesmo período.

O CNJ identificou indícios de que o desembargador teria proferido decisões em troca de vantagens indevidas, com a intermediação de terceiros, incluindo empresários e advogados.

O afastamento cautelar de Dirceu dos Santos não possui prazo determinado e permanecerá em vigor ao menos até a conclusão das investigações em curso.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

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