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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,11% em 2024

Copom mantém sigilo sobre futuros movimentos da taxa de juros em sua última ata.

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,11% em 2024
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O mercado financeiro elevou sua previsão para a inflação oficial do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,09% para 5,11% neste ano. A projeção atualizada consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), que compila as expectativas de diversas instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

A décima terceira elevação consecutiva na projeção do IPCA para 2024 ocorre em meio à pressão sobre os preços dos combustíveis, intensificada pela guerra no Oriente Médio. Essa tendência de alta já ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (limites de 1,5% a 4,5%).

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o IPCA em abril registrou 0,67%, impulsionado principalmente pelo setor de alimentos. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,39%, ainda dentro do intervalo da meta.

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A próxima divulgação da inflação mensal, referente a maio, está prevista para sexta-feira (12), também pelo IBGE.

Olhando para o futuro, as projeções para a inflação em 2027 foram ajustadas de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas apontam para 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic: um instrumento de controle

Para gerenciar a inflação e alcançar as metas estabelecidas, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta. Atualmente, o Comitê de Política Monetária (Copom) a mantém em 14,5% ao ano. Em sua reunião de abril, o comitê optou, por unanimidade, por um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, marcando a segunda redução consecutiva, apesar das incertezas geopolíticas globais.

Após um período prolongado com a Selic em 15% ao ano – o nível mais alto em quase duas décadas –, o Copom iniciou um ciclo de cortes. Contudo, a persistência do conflito no Oriente Médio e seu impacto no preço de commodities como combustíveis e alimentos adicionam complexidade ao cenário de controle inflacionário.

A ata da última reunião do Copom, divulgada recentemente, não ofereceu indícios claros sobre os próximos passos na política monetária. O BC declarou estar acompanhando atentamente o desenrolar do conflito e suas potenciais repercussões sobre a inflação.

A próxima decisão sobre a taxa Selic será tomada na reunião do Copom agendada para os dias 16 e 17 de junho.

As projeções dos analistas para a taxa Selic ao final de 2026 foram revisadas de 13,25% para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de que a taxa caia para 11,5% e 10% ao ano, respectivamente, mantendo-se em 10% ao ano em 2029.

Historicamente, o aumento da Selic tem como objetivo frear a demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança, podendo também desacelerar o crescimento econômico.

As instituições financeiras consideram outros fatores na precificação do crédito ao consumidor, como o risco de inadimplência, as margens de lucro e os custos operacionais.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação, mas impulsiona a atividade econômica.

PIB e câmbio: projeções econômicas

O Boletim Focus mais recente também trouxe atualizações nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa de crescimento da economia brasileira para este ano subiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção do PIB se mantém em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê uma expansão de 2% em ambos os anos.

Dados anteriores do IBGE indicaram que, no primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior. O acumulado de 12 meses mostrou uma expansão de 2%.

Em 2025, a economia do país apresentou um crescimento de 2,3%, com contribuições de todos os setores, especialmente o agronegócio. Este resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão econômica.

Quanto à cotação do dólar, a previsão para o final de 2024 é de R$ 5,15. Para o fim de 2027, a expectativa do mercado é que a moeda norte-americana seja negociada a R$ 5,20.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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