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Quando alianças são costuradas não com base em projetos consistentes, ideais comuns ou competência técnica, mas sim na barganha de cargos, verbas e vantagens pessoais ou partidárias, planta-se a semente da instabilidade.
Governos que se constroem sobre esse tipo de alicerce frágil geralmente confundem quantidade com qualidade de apoio. A falsa sensação de força política desmorona à medida que os interesses pessoais se sobrepõem ao coletivo, e os compromissos firmados em bases oportunistas começam a cobrar seu preço. A dissolução da base aliada, nesses casos, não é uma surpresa, mas sim uma consequência natural.
A incapacidade de sustentar uma coalizão sólida e coerente expõe uma preocupante falta de habilidade política, visão estratégica e preparo técnico. Mostra que o líder não governa com autoridade legítima, mas sim com dependência de favores e acordos frágeis. Esse tipo de gestão se torna refém de interesses alheios ao bem público, e, cedo ou tarde, entra em colapso.
Não há sustentabilidade administrativa onde reina o improviso, nem respeito institucional onde o fisiologismo impera. É preciso compreender que governar é construir confiança, não comprar lealdade. É exercer liderança com responsabilidade, e não negociar apoios à custa da eficiência e da moralidade.
A história mostra que governos que optam pelos atalhos da conveniência, em detrimento da competência, invariavelmente pagam caro — e quem sofre, no fim, é a população. A longo prazo, a falta de visão estratégica e a dependência de negociações oportunistas impõem um preço alto à sociedade, que sofre as consequências de decisões movidas por interesses pessoais disfarçados de governança, enquanto os problemas reais se acumulam sem solução.
Além disso, o discurso vazio de governabilidade não resiste por muito tempo às exigências da realidade. E as alianças frágeis, feitas por conveniência e sem qualquer compromisso ético, desmoronam ao primeiro sinal de crise, com a mesma rapidez com que se formam, expondo a fragilidade de um sistema político que se sustenta no improviso e não consegue oferecer à sociedade um futuro bem planejado e com oportunidades de desenvolvimento.
Comprometer o futuro por escolhas que visam apenas o poder ilusório e momentâneo é o caminho para o colapso institucional. Quando a gestão pública perde a sua essência e a política se torna uma troca vazia de favores, a consequência não é apenas a instabilidade política, mas uma sociedade cada vez mais distante de seus direitos e dos avanços que tanto precisa. O custo dessa política de fachada será pago por gerações, que herdarão um país fragilizado, sem os pilares essenciais de desenvolvimento e justiça social.
Escrito por Alfroh Postai : Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Privada de Guairá - PY (2022); Graduado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Luterana do Brasil (2005), e Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2006) e graduação em Técnicas Comerciais, Contabilidade e Custos e Mecanografia e Processamento de Dados pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1988). Pós graduado em Educação Escolar, com ênfase em docência para o Ensino Superior, Ciências Exatas, Tecnológicas e Naturais pelo Instituto Superior do Litoral do Paraná (INSULPAR), pós graduação em Educação na Cultura Digital pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ex Secretário Municipal de Educação do município de Timbó. Professor de Economia, Gestão de Pessoas, Gestão Pública e do terceiro setor e Tecnologias Educacionais .
FONTE/CRÉDITOS: Alfroh Postai
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