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Nova Indústria Brasil recebe R$ 140 bilhões adicionais em investimentos até 2024

BNDES e Finep aportam recursos que elevam o total do programa para R$ 750 bilhões, impulsionando a indústria nacional.

Nova Indústria Brasil recebe R$ 140 bilhões adicionais em investimentos até 2024
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O programa Nova Indústria Brasil (NIB), iniciativa do governo federal para impulsionar a indústria nacional, receberá um aporte adicional de R$ 140 bilhões até o final de 2024. Este novo volume de investimentos eleva o total destinado ao programa para R$ 750 bilhões desde 2023, visando fortalecer setores estratégicos da economia.

Desse montante adicional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição financeira pública focada no fomento de setores estratégicos da economia brasileira, contribuirá com R$ 102,5 bilhões.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), complementará o aporte com R$ 37,5 bilhões.

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O anúncio desses novos recursos foi realizado na segunda-feira (22), em uma cerimônia que celebrou os 74 anos do BNDES, sediada na instituição, no Rio de Janeiro.

A solenidade contou com a presença de figuras importantes, como o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e diversos ministros.

Setores prioritários para os investimentos

Os fundos serão direcionados a áreas estratégicas, incluindo fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais (com aplicações civis e militares).

Em seu discurso, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, ressaltou a atuação fundamental da instituição na recuperação e no relançamento da indústria brasileira, especialmente sob a gestão do presidente Lula.

"A indústria alcançou um saldo extraordinário, conseguimos interromper a desindustrialização prematura e estamos em processo de renovação e relançamento", afirmou Mercadante. Ele enfatizou que a indústria "voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES, o que não ocorria anteriormente".

Parceria com o setor privado

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou que, apesar do aporte significativo do BNDES na NIB, o setor privado tem acompanhado e superado o investimento público.

Ele enfatizou que o BNDES desempenha um papel crucial como catalisador para atrair investimentos privados.

"Das seis missões estratégicas delineadas para a NIB, em quatro delas o setor privado é responsável pela maior parte dos investimentos", declarou o ministro.

Durante a mesma cerimônia, o governo federal inaugurou o Portal Investe Indústria Brasil. Este ambiente virtual, com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), servirá como um canal para empresas dos setores estratégicos registrarem suas intenções de investimento e identificarem os obstáculos que dificultam sua concretização.

O presidente Lula também fez questão de salientar a relevância do trabalho do corpo técnico do BNDES.

Foco em minerais críticos e transição energética

No decorrer do evento, o BNDES e a Petrobras formalizaram uma parceria. O objetivo é desenvolver iniciativas conjuntas de pesquisa, desenvolvimento e inovação focadas em minerais críticos e estratégicos, elementos cruciais para as cadeias de transição energética e de óleo e gás.

Esta colaboração prevê a troca de informações e a análise aprofundada das principais lacunas em capacidade produtiva e tecnológica.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, declarou que a empresa almeja "dominar o cenário de tecnologia em minerais críticos".

"O Brasil possui uma posição privilegiada neste contexto, e queremos atuar ativamente", afirmou Chambriard. Ela acrescentou: "Nosso objetivo é estabelecer no Brasil uma cadeia global de fornecimento, com a Petrobras desempenhando um papel central".

Avanços no mercado de carbono com o ProFloresta+

Além disso, BNDES e Petrobras divulgaram as três empresas vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+. Esta iniciativa conjunta visa a aquisição de créditos de carbono provenientes da restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia.

As empresas selecionadas foram a Systemica, brCarbon e re.green. Estima-se que o ProFloresta+ mobilize cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio, crie 6,3 mil empregos verdes, possibilite o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capture 5 milhões de toneladas de carbono.

Incentivo à mobilidade sustentável com e-bikes

Por fim, durante a mesma cerimônia de aniversário do BNDES, foi revelado um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa de aluguel de bicicletas. O objetivo é a aquisição de até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), que serão oferecidas para locação a entregadores de plataformas digitais com uma redução de 25% no custo atual.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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