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Mais de 4.300 membros da União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), incluindo crianças, adolescentes e adultos, participaram neste domingo (26) do Grande Jogo Regional 2026 no Aterro do Flamengo. Este é o principal evento do calendário escoteiro do estado fluminense.
A atividade se insere nas comemorações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, cuja data oficial foi 23 de abril.
Conforme relatou Edinilson Régis, diretor-presidente da UEB Regional RJ, em entrevista à Agência Brasil, o Aterro do Flamengo tem sido o palco dessa iniciativa desde os anos 1980.
“Unimos escoteiros de diversas unidades e de todas as idades do estado, desde os 5 até os 22 anos, que seguem nossa metodologia educacional, focada no trabalho em equipe, na cooperação e no desenvolvimento do protagonismo juvenil”, explicou Régis.
Durante o evento, são promovidas atividades pedagógicas e de entrosamento, onde os participantes percorrem estações que desafiam seus conhecimentos e estimulam o aprendizado. As dinâmicas abrangem desde exercícios de criatividade até tópicos mais elaborados, como primeiros socorros.
Com início por volta das 9h, as atividades se estenderam até as 15h, culminando com a reunião dos escoteiros para a divulgação dos resultados.
Acolhimento
Ellisiane Pereira, administradora de 47 anos, cujo filho Carlos Henrique, de 12, integra o Grupo Escoteiro Copacabana há três anos, ressaltou a relevância da participação dele no movimento.
“Ele encontrou acolhimento, e nossa família também. Sua evolução como indivíduo é notável. As habilidades que ele desenvolveu são evidentes para todos. Todas as competências essenciais para um cidadão engajado estão sendo adquiridas aqui no grupo. Somos, de fato, uma grande família”, afirmou.
Gabriel Handl, de 33 anos, também pertencente ao Grupo Escoteiro Copacabana e educador no Movimento Escoteiro há uma década, expressou sua convicção de que essa atuação contribui para a formação de cidadãos mais preparados para a sociedade.
“As iniciativas que desenvolvemos no escotismo vão além da vida ao ar livre e dos acampamentos. Elas visam moldar indivíduos de bem para o mundo”, declarou.
Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, membro do Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco há sete anos, destacou que o escotismo lhe proporcionou a oportunidade de fazer diversas amizades.
“Pude crescer, desenvolver o senso de liderança e evoluir como pessoa. Sem dúvida, o movimento escoteiro foi uma das maiores contribuições em minha vida”, revelou.
Educação não formal
Edinilson Régis, diretor-presidente da UEB-RJ, esclareceu que o escotismo é concebido como uma modalidade de educação não formal e complementar, que integra práticas diversas, interação com a natureza e experiências coletivas.
A metodologia pedagógica, fundamentada no “aprender fazendo”, capacita crianças e jovens a se tornarem protagonistas de seu próprio crescimento e agentes de mudança em suas localidades.
“Nós abordamos diversos princípios, e o meio ambiente é, sem dúvida, um deles. A preocupação com a conservação já era um tema presente desde os primórdios do escotismo”, pontuou.
Os escoteiros desenvolvem a cidadania e a capacidade física, explorando seus limites e traçando planos de vida, sempre em conformidade com as diferentes faixas etárias.
“Nos ramos lobinho e filhote, destinados aos mais jovens, o trabalho é fortemente pautado no lúdico, com a presença de chefes, personagens e histórias. À medida que crescem, eles são introduzidos a novas realidades”, detalhou.
No ramo escoteiro, os jovens iniciam a prática de acampamentos e atividades de campo. “As crianças têm a chance de preparar suas refeições, organizar seus pertences, desenvolvendo uma crescente independência para a vida. Aprendem também o respeito ao próximo, um dos pilares fundamentais da nossa instituição”, acrescentou.
A promessa escoteira consiste em se esforçar ao máximo para cumprir os deveres para com Deus (abrangendo todas as crenças), servir à pátria, auxiliar o próximo em qualquer circunstância e seguir a Lei Escoteira. Esta lei é composta por dez artigos que estabelecem valores universais como lealdade, altruísmo, pureza, bondade para com a natureza e amizade.
Fundado em 1907 pelo britânico Robert Baden-Powell, o Movimento Escoteiro expandiu-se e hoje está presente em mais de 170 nações. Baden-Powell, um oficial do exército inglês nascido em Londres em 22 de fevereiro de 1857, concebeu o movimento entre 1907 e 1908, na Inglaterra, com o propósito de educar a juventude por meio de princípios como fraternidade, lealdade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, a União dos Escoteiros foi estabelecida em 4 de novembro de 1924.
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