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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Manifestantes na Avenida Paulista exigem o fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

Acordo entre governo e Câmara dos Deputados estabelece prazo para transição, enquanto comissão especial analisa o texto

Manifestantes na Avenida Paulista exigem o fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (25), a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação significativa, onde sindicatos e movimentos sociais se uniram para exigir o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal. O protesto visa pressionar por melhores condições laborais e mais tempo de descanso para os trabalhadores.

Entre as principais reivindicações, destacam-se a erradicação da escala 6x1, que limita o trabalhador a apenas um dia de folga semanal, e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer impacto salarial. Lideranças presentes nos discursos enfatizaram a necessidade de conceder aos trabalhadores mais tempo para a vida familiar, lazer e qualificação profissional.

Acordo e tramitação na Câmara

Mais cedo, um desenvolvimento importante ocorreu quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou um acordo com o governo. Este pacto prevê um prazo de 60 dias para a implementação do fim da escala 6x1 após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

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Com a transição, os trabalhadores terão direito a dois dias de folga por semana, e a jornada de trabalho será ajustada de 44 para 42 horas semanais dentro do mesmo período. Atualmente, o texto está sob análise da Comissão Especial da Câmara, com a possibilidade de votação ainda nesta data.

Contudo, os manifestantes reunidos na Avenida Paulista expressaram críticas ao período de transição proposto para a extinção da escala. Eles também apontaram a insuficiência de medidas eficazes para o apoio às mulheres e a redução das disparidades de gênero, citando a questão da jornada de trabalho não remunerada no âmbito doméstico.

O protesto contou com a adesão de importantes organizações sociais, incluindo integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), reforçando o caráter abrangente da mobilização.

A polícia monitorou de perto a manifestação, e, devido ao crescente número de participantes, algumas vias foram temporariamente bloqueadas ao tráfego de veículos para garantir a segurança dos presentes.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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