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A Justiça de São Paulo reconheceu falhas na prestação do serviço de fornecimento de energia pela Enel Distribuição São Paulo durante o apagão provocado pelo ciclone extratropical em dezembro de 2025. Mais de 2 milhões de consumidores foram afetados pelas interrupções.
Em resposta à ação civil pública do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o Judiciário rejeitou a tese da concessionária de que o fenômeno climático justificaria totalmente a falta de energia e a demora no atendimento.
O órgão ministerial destacou que intempéries fazem parte dos riscos inerentes à atividade prestada. Portanto, o argumento climático não exime a empresa de manter infraestrutura e planejamento adequados.
Na ação, foram listadas falhas operacionais graves:
- concentração das equipes no horário comercial;
- forte redução do efetivo durante a noite e a madrugada;
- uso insuficiente de veículos de grande porte;
- emprego de equipes sem preparação para ocorrências complexas;
- baixa resolutividade dos atendimentos;
- deficiências no controle da vegetação próxima à rede.
Dados da Aneel
Registros da Aneel apontam que a rede enfrentou 6.715 ocorrências de interrupção em 10 de dezembro de 2025. Dse total, 3.056 casos ultrapassaram 24 horas para solução, afetando centenas de milhares de imóveis.
A Justiça concluiu que, embora o vento forte explique o início do problema, a lentidão na recomposição decorreu de falhas estruturais e operacionais da concessionária.
O que diz a Enel
Em nota oficial, a Enel defendeu que sua atuação seguiu parâmetros compatíveis com a magnitude do evento severo. A empresa destacou a mobilização de cerca de 1,6 mil equipes e alegou avanço em relação a crises anteriores.
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