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Gasolina deve seguir tendência de queda dos preços internacionais, afirma Petrobras

A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou que todos os combustíveis da empresa refletem as cotações globais do petróleo.

Gasolina deve seguir tendência de queda dos preços internacionais, afirma Petrobras
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Petrobras, por meio de sua presidente Magda Chambriard, anunciou nesta quarta-feira (1º) que a gasolina deverá acompanhar a recente redução de valores observada em outros combustíveis. Essa medida é uma resposta direta à diminuição dos preços internacionais do petróleo, impactando positivamente o mercado nacional.

As recentes movimentações de preços da estatal incluíram uma redução de R$ 0,35 por litro no óleo diesel, anunciada na terça-feira (30). No mesmo dia, o querosene de aviação (QAV) também teve seu preço ajustado, com uma queda de 14,5%.

Chambriard reiterou que a política de preços da empresa está alinhada às flutuações do mercado externo. “Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais”, afirmou a presidente, acrescentando que “no caso da gasolina, é a mesma coisa”.

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Conforme a Petrobras, essas reduções são um reflexo da diminuição das tensões no Oriente Médio, que haviam provocado uma elevação nos preços do petróleo e seus derivados devido ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Impacto do cenário global nos combustíveis

A alta inicial dos preços foi majoritariamente impulsionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial ao sul do Irã por onde transitava cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás. A restrição na oferta global naturalmente elevou as cotações.

Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, o preço do barril e de seus derivados é determinado pelo mercado internacional, dada a natureza de commodity do produto.

Apesar de ainda haver relatos de incidentes na região de Ormuz, a navegação de navios petroleiros pelo estreito foi retomada.

O barril de petróleo tipo Brent, referência global, voltou a ser negociado na faixa dos US$ 70, um patamar similar ao período pré-conflito. Nos momentos de maior crise, o valor chegou a ultrapassar US$ 110.

Gestão da volatilidade de preços

Magda Chambriard destacou que a Petrobras monitora o cenário global de preços diariamente, mas com a cautela de não transferir “volatilidade e a ansiedade” para o mercado brasileiro.

“Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, explicou, observando que a gasolina “custou para subir” em momentos anteriores.

Em 29 de maio de 2026, a Petrobras havia anunciado um reajuste de R$ 0,48 por litro, que foi mitigado por uma subvenção governamental de R$ 0,44 por litro, resultando em um aumento efetivo de apenas R$ 0,04 por litro para as distribuidoras.

A presidente da estatal enfatizou que a atual política de preços visa proteger o Brasil da volatilidade internacional, uma abordagem diferente da adotada em anos anteriores.

Ela relembrou que, em 2018, a prática de ajustar os preços de gasolina diariamente gerou um “efeito mais que indesejado”, levando a Petrobras a perder participação de mercado (market share).

De acordo com Chambriard, a empresa analisa o cenário com “muita calma, muito profissionalismo”, buscando um equilíbrio.

“A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”, concluiu.

Revisão dos subsídios governamentais

A atenuação dos efeitos do conflito também impulsionou o governo federal a iniciar o processo de retirada dos subsídios concedidos a empresas produtoras e importadoras de combustíveis.

No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a queda do diesel, o governo eliminou um alívio de R$ 0,35 que beneficiava o combustível, amplamente utilizado por caminhões e ônibus.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, adiantou que o governo está avaliando a retirada do subsídio de R$ 0,44 que incide sobre a gasolina.

Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes da retirada do subsídio governamental, Magda Chambriard considerou a pergunta “prematura”.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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