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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Saúde

Estudo alerta para os perigos do melanoma extrapele e a importância do diagnóstico precoce

Nova análise da Fundação do Câncer revela que tumores fora da pele são mais agressivos e demandam tratamentos de alto custo no SUS

Estudo alerta para os perigos do melanoma extrapele e a importância do diagnóstico precoce
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Fundação do Câncer lançou neste mês, no Brasil, um alerta crucial sobre o melanoma extrapele, um tipo de tumor maligno altamente agressivo que se desenvolve fora da pele, como nos olhos e mucosas. O boletim epidemiológico visa conscientizar a população e os médicos para a necessidade urgente do diagnóstico precoce dessas lesões raras, que apresentam alto risco de metástase rápida.

Diferente do melanoma cutâneo comum, as manifestações extracutâneas afetam áreas como o trato digestório, sistema genital e o globo ocular. Por serem assintomáticas no início, essas neoplasias costumam ser descobertas tardiamente. Sintomas vagos como visão embaçada ou flashes de luz frequentemente atrasam a busca por ajuda médica especializada.

O desafio do tratamento e o custo no SUS

Atualmente, a cirurgia é o principal recurso terapêutico no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, para casos avançados, a chegada de medicamentos imunoterápicos revolucionou a sobrevida dos pacientes. Tecnologias como os agentes anti-PD-1 aumentaram as taxas de melhora clínica de 10% para até 70%, representando um marco histórico na oncologia brasileira.

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Apesar do avanço científico, o alto custo dessas terapias limita o acesso na rede pública. Especialistas defendem que o Ministério da Saúde utilize seu poder de compra centralizada para baratear os insumos. Essa estratégia, aliada ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), poderia garantir a distribuição sustentável desses medicamentos de ponta pelo SUS.

Estatísticas e disparidades regionais

O estudo analisou mais de 42 mil registros hospitalares no país. Embora o melanoma cutâneo represente a grande maioria dos casos, o tipo ocular lidera as ocorrências extrapele, somando 75% dos registros desse grupo. A pesquisa aponta ainda que a Região Sul concentra as maiores taxas de incidência de melanoma de pele no Brasil.

Em contrapartida, a Região Norte apresenta maior letalidade devido a gargalos no acesso ao diagnóstico rápido. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 9 mil novos casos de melanoma cutâneo para este ano. O estudo detalhado da Fundação do Câncer está disponível neste link para consulta pública.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

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